FALTAM 6 DIAS: AS CHAVES DO ‘IBJJF PRO LEAGUE 2017 – GP DE PESADOS’

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A uma semana para a realização do evento que reúne os melhores pesos pesados do Jiu-Jitsu, a IBJJF divulgou a chave das lutas do Pro League, evento que se realiza no próximo dia 26, em Las Vegas.

 

Na luta pelos 40 mil dólares de prémio para o vencedor e de 10 mil dólares para o vice-campeão, foi definido quem pega quem na primeira rodada do GP de Pesos Pesados.

 

O evento será transmitido pela Flograppling. Sabe mais aqui: https://www.flograppling.com/live/2874-ibjjf-pro-league-grand-prix-heavyweight/signup?next=http://live.flograppling.com/#/event/2874-ibjjf-pro-league-grand-prix-heavyweight&rtid=3843&coverage_id=255611

 

 

O JIU-JITSU COMO UM AMBIENTE FAMILIAR E DE INSPIRAÇÃO, POR LUIZ DIAS

TREINO LUIZ DIAS BJJ - RJ - 27/03/2017

Luiz Dias escreve sobre o ambiente familiar dentro do Jiu-Jitsu (Foto: Ilan Pellenberg)

 

O Jiu-Jitsu como um ambiente familiar e de inspiração*

 

Como professor, passamos mais horas juntos com os nossos alunos do que muitas vezes com os nossos próprios familiares. Essas horas que passamos no dojô vão estreitando os laços de amizade entre os alunos e entre professor e alunos. E como professores e instrutores, temos uma responsabilidade grande como formadores dos nossos alunos.

 

Nossa postura e conduta servem de exemplo. Muitas dessas amizades passam para fora dos tatames. O tempo passa, de estudantes passam a ser profissionais em suas áreas. Casamentos, chegam os filhos e o Jiu-Jitsu como elo de ligação. Muitos dos meus alunos já levam seus filhos nas entregas de faixas e, por vezes, nos treinos para participarem com os pais. Alguns alunos às vezes viajam, vão para outras cidades, estados ou países, mas essa memória da academia fica em sua lembrança.

 

Há um tempo, um aluno meu veio me visitar, rever seus amigos de treino e falou da alegria e da vontade de sempre que vem ao Rio, de passar na academia. Creio ser um elogio para o professor em receber a visita de ex-alunos. Quanto mais o professor manter esse ambiente de amizade, o treino acontece normalmente, treinos duros, mas respeito e amizade nos tatames. Nós, professores, sempre receberemos essas boas surpresas. O professor, a academia e os alunos acabam formando um conjunto de lembranças que certamente acompanhará os alunos por toda a sua vida, estando ele nos tatames ou não.

 

“O professor, a academia e os alunos acabam formando um conjunto de lembranças que certamente acompanhará os alunos por toda a sua vida, estando ele nos tatames ou não.”

Há muito tempo estava para escrever sobre esse lado também do cotidiano de nossas academias, que marca todos os alunos que vivem esses momentos. Querendo ou não, somos referências para nossos alunos, da maneira de lutar a nossos hábitos do cotidiano. Acredito que somos professores de Jiu-Jitsu não só dentro da academia, mas em qualquer ambiente social. Podemos estar surfando, jogando futebol ou num evento social, então somos representantes do nosso Jiu-Jitsu o tempo todo, e nosso estilo de vida influencia nossos alunos, que de maneira voluntária ou não, repetirão suas atitudes na vida social ou mesmo quando abrir uma academia e se tornar um professor e, assim, passará sua formação aos seus futuros alunos.

 

Vamos sempre pensar que temos de representar o Jiu-Jitsu da melhor maneira possível. Vivemos do Jiu-Jitsu e para o Jiu-Jitsu. Uma palavra de incentivo sempre é bom. Às vezes, um minuto que você escuta seu aluno faz uma enorme diferença para ele. Sentir que está ao seu lado é muito importante. Não é à toa que cada academia é uma família, e como tal, um deve apoiar o outro em cada momento. De ajudar nos treinos, incentivar, como também ajudar quando se faz preciso nos momentos mais difíceis. De uma derrota numa luta de campeonato a um momento pessoal. Jiu Jitsu, cada equipe é uma família. Bons treinos ! OSS!

 

Para mais informações, acesse o meu Instagram – https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ – ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o site http://www.geracaoartesuave.com.br/. Boa semana, bons treinos e até a próxima. Oss!

 

*Luiz Dias, escreve regularmente para a revista “Tatame” do Brasil e para o site JiuJitsuPortugal.com

 

Decidimos, manter o texto original.

 

*Para leres mais artigos de Luiz Dias na coluna ‘Verde & Amarelo’ clica no link: http://jiujitsuportugal.com/category/verde-amarelo-a-coluna-de-luiz-dias/

 

 

 

ANTEVISÃO: POLARIS 5, POR DIOGO TRIGO

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Polaris 5

 

A maior promotora de Jiu Jitsu europeia está de volta dia 19 de Agosto. Desta vez vestiu o fato de gala e deslocou-se para Londres, para a Arena Indigo O2 que já está praticamente esgotada, onde irá apresentar possivelmente o seu melhor cartaz até agora, que será transmitido para Portugal e para o mundo na plataforma da UFC Fight Pass.

 

Cartaz principal

 

A luta principal será o muito esperado reencontro entre Garry Tonon e Dillon Danis. Garry Tonon tem estado em grande ultimamente, e não precisa de apresentações. Marcou presença em todos os eventos da promoção, não sendo a primeira vez que é cabeça de cartaz, o que é mais do que merecido, já que o seu embate com Rousimar “Toquinho” será das melhores lutas que já alguma vez tivemos a oportunidade de experienciar. Apesar de não ser invicto, tendo nos últimos dois anos sido finalizado por António “Cara de Sapato” e perdido por pontos para DJ Jackson e Yuri Simões, a verdade é que se trata de um atleta que compete praticamente todos os meses, contra adversários muitas vezes bastante maiores. Alia uma capacidade de fuga enorme (ver por exemplo o embate com Vinny Magalhães ou, mais recentemente, Shinya Aoki) com uma opção nuclear que mantém sempre na manga que vira a maré do jogo em situação de aperto: a sua poderosa chave de calcanhar invertida (luta com Gilbert “Durinho” ou novamente, Aoki). Muito versátil quer de pé quer no chão, a atacar e a defender, na guarda ou no topo, é consensualmente um dos atletas mais entusiasmantes de ver competir.

 

Quanto a Danis, não se deixem impressionar com a personagem gabarola e desmiolada que apresenta nas redes sociais, pois de facto trata-se de um dos melhores competidores da sua geração e por algum motivo Conor McGregor o foi buscar como parceiro/treinador de chão. Faixa-preta de Nick Brooks, também ele é bastante versátil, tendo ganho ouros mundiais com e sem pano, tendo marcado presença no último ADCC, onde caiu para… Garry Tonon. Já o vimos em ação também na Copa Pódio, e derrotou nomes como Murilo santana, AJ Agazarm, Jackson Sousa, Josh Hinger, Joe Lauzon ou Edwin Najmi. Atualmente com uma série de 3 derrotas consecutivas que não refletem o seu valor real (perdeu para Luiz Panza e Lucas Barbosa nos mundiais e Jake Shields no SUG4), confirmaria o seu estatuto como um dos melhores da atualidade se derrotasse o seu arqui-rival Tonon, especialmente a um mês do ADCC 2017.

 

O co-main event opõe também dois veteranos da Promoção. Jake Shields, faixa-preta de César Gracie , regressa após o seu embate com AJ Agazarm no P3. Desde então tem alternado entre o MMA e o jiu jitsu, tendo tido sucesso nos dois campos, tendo recentemente finalizado o ex-campeão da UFC Lyoto Machida e derrotado Dillon Danis. É um senhor veterano nestas lides, que já medalhou no ADCC há 12 anos atrás e que já teve títulos de MMA na Elite XC, Shooto , e Strikeforce. Tem o estilo de jogo associado ao MMA, com bom jogo de pé e pressão do topo e não é necessariamente o maior finalizador do mundo, mas costuma conseguir impor o seu ritmo e conseguir muitas decisões/pontos. O seu adversário será Daniel Strauss. Faixa-preta de Maurício Gomes e veterano de eventos como EBI ou ADCC, com apenas 27 anos e faixa-preta há 3, Strauss é já dos mais laureados competidores e instrutores britânicos. Favorece também ele o jogo do topo, mas não deverá ter o wrestling desenvolvido o suficiente para o impor perante Shields, sendo de esperar por isso que baseie o seu jogo na guarda, nomeadamente de ganchos. Tem tido problemas de cardio à medida que o assalto evolui, por isso a sua melhor hipótese de vitória será a finalização nos primeiros minutos de combate.

 

O combate seguinte será entre veteranos da UFC, agora ambos reformados. “One Punch” Brad Pickett foi dos primeiros e mais sonantes nomes londrinos na promoção de MMA, deverá jogar em casa neste embate. Apesar de conhecido pelo seu jogo de trocação, tem um wrestling bastante sólido e dez das suas vitórias de MMA surgiram por submissão. Com uma energia e tenacidade incomparáveis, será um bom desafio para Phil Harris. Também ele um lutador que favoreceu a submissão para ganhar os seus combates, com 13 das suas 22 vitórias a surgirem desse modo, teve mais dificuldade a chegar aos grandes palcos. Retirado do MMA, há 3 anos que se tem dedicado exclusivamente ao circuito de submissão, tendo ganho títulos locais e regionais, incluindo no NAGA. Tem ultimamente favorecido as finalizações por chaves de perna, facto que não escapou despercebido a Pickett, que tem incluído este currículo no seu treino.

 

Aos grandes palcos regressa também Caol Uno. Vencedor de títulos de MMA na UFC e Shooto, e tendo chegado à final do ADCC já em 1999 (onde perdeu para Jean-Jacques Machado), este lutador veterano venceu por finalização mais de metade das suas 32 vitórias em MMA. Aos 42 anos continua bastante competitivo, tendo nos últimos anos vencido 4 combates e perdido 2. Volta agora ao grappling para um confronto entre lendas, enfrentando um nome histórico do jiu jitsu, Vitor “Shaolin” Ribeiro. 4 anos mais novo, estee faixa preta da Nova União foi tri-campeão mundial (de 1999 a 2001) e medalhou no ADCC 2003, tendo recentemente ganho ouro também no mundial de masters. No MMA segurou o cinturão no Cage Rage e no Shooto, tendo finalizado 12 das suas 20 vitórias por submissão. Já o vimos por duas vezes na promoção, tendo derrotado Nakamura Daisuke no P2 e perdido por decisão dos juízes para o seu antigo rival Tereré no P4.

 

O combate seguinte será entre Oliver Taza e Ross Nicholls. Esta luta será uma revanche de um embate que aconteceu em Maio, no Tuff Invitational. Na altura, Taza, que viria a ganhar o torneio, submeteu Nicholls com uma chave de calcanhar em 6 minutos. Taza é um membro do DDS e qualificou-se este ano para o ADCC, tendo já marcado presença no EBI, onde não teve muito sucesso. Está à procura de estabelecer o seu nome junto dos grandes alunos de John Danaher (isto é, Garry Tonon, Eddie Cummings e Gordon Ryan), estando numa boa posição de estabelecer 2017 como o “seu ano”. À sua frente terá então novamente Ross Nicholls.  O faixa preta de Roger Gracie, é normalmente especialista no formato de regras da IBJJF, conforme atestam os seus dois títulos de campeão europeu, mas para o reencontro tem se preparado para as regras de subonly, nomeadamente as chaves de perna, tendo visitado frequentemente a escola 10th Planet London (como de resto também Brad Pickett)

 

A próxima luta do cartaz principal seguirá o formato da anterior, opondo um nome grande mundial com um grande valor nacional: AJ “Leão” Agazarm e Lloyd Cooper, respetivamente. O falastrão faixa-preta da Gracie Barra vem de uma série de maus resultados, tendo perdido 8 dos seus últimos 10 combates, mas todos sabemos que os leões feridos são os mais perigosos. AJ não é dos atletas que mais finalizam os combates, mas o seu poder físico e o seu wrestling tornam-no um dos atletas mais difíceis de submeter do circuito, às vezes à custa do seu próprio corpo. A testar precisamente a sua tenacidade estará Lloyd Cooper. Este faixa-preta tentou fazer pressão para que a luta tivesse lugar sem kimono, onde poderia usar as suas favoritas chaves de perna, mas o campeão mundial sem pano AJ negociou no sentido contrário, apesar de Cooper ter ganho ouro no europeu em Lisboa este ano. Lloyd Cooper admite à partida que estará em desvantagem de pé, mas que nada disso fará diferença em termos de finalização, esquecendo-se talvez que AJ é famoso por levar os combates à decisão dos juízes.

 

Samantha Cook é representante da Checkmat, mas curiosamente gosta mais de fazer um jogo de guarda, que usou para ganhar por 4 e 2 vezes o ouro europeu com e sem pano, respetivamente, bem como o ouro mundial com e sem kimono, tendo-se qualificado este ano para a actual edição do ADCC. A sua adversária será a faixa-preta do Gracie Barra, Vanessa English. Esta estranguladora já ganhou três ouros europeus enquanto faixa castanha e roxa, e um título mundial e outro europeu sem pano enquanto faixa-roxa.

 

Várias vezes ao longo da história o Reino Unido foi invadido (e derrotado) pelos Vikings, e desta vez os promotores querem uma hipótese de redenção para os locais. A invasão é encabeçada por Tommi Pulkkanen. Bronze mundial sem pano, campeão europeu no mesmo formato e vencedor de vários torneios locais, quer no Reino Unido quer na sua nativa Finlândia, procura agora uma vitória no maior palco do continente. Mas a sua tarefa não será fácil, já que à sua frente terá um dos melhores jovens competidores britânicos, Bradley Hill. Faixa-preta da Gracie Barra sob Bráulio Estima, já por 3 vezes medalhou nos mundiais, tendo sido campeão europeu sem pano por duas vezes. Tem começado a fazer agora os circuitos de shows de submissão, sendo portanto essencial para os seus objetivos fazer um bom papel nesta oportunidade.

 

Cartaz preliminar

 

O cartaz preliminar é encabeçado por uma luta que poderia ser o evento principal de muita boa promoção: Masakazu Imanari contra Valmyr Neto. Faixa preta de Marco Barbosa, há mais de uma década que Imanari é um dos grandes nomes do MMA japonês. O original sapateiro auto-didacta dá o nome a vários movimentos, que usou para finalizar nomes como Jorge Gurgel ou Yoshiro Maeda e para garantir títulos na Cage Rage e na DEEP. Tem, porém um registo negativo no Polaris, tendo perdido para Garry Tonon e Nathan Orchard. Desta vez terá à sua frente estará um (adoptado) talento local, Valmyr Neto. Faixa-preta de Walter Broca, instrutor no Reino Unido há quase uma década, o também lutador de MMA terá à sua frente uma prova dura, mas que lhe trará uma notoriedade que até agora lhe escapou.

 

A próxima luta será um novo embate duro entre um finlandês e um britânico. O faixa castanha Tuomas Simola é um jovem de 27 anos com o poderio físico e explosividade do seu lado. Bi-campeão europeu sem pano enquanto faixa-roxa e com cinturões do NAGA, tenta assegurar o seu lugar ao sol na maior oportunidade da sua carreira. Mas a opô-lo estará o londrino e faixa castanha de Eddie Bravo, Jamie Scott. Scott terá do seu lado a experiência e maturidade, que alia ao que chama “a força de velho”, e que usará para mostrar que apesar do seu velho adágio “Toda a gente com quem vou competir tem um vídeo de highlights, os meus únicos vídeos são de CCTV”, por vezes um velhote durão é o suficiente para resolver o assunto. Um sapateiro que favorece o jogo de guarda (borracha),  é um competidor duro que despreza o jogo seguro e que se preocupa apenas com garantir a finalização a todo o custo, o que nos leva a apostar que esta luta não vá ser um exemplo de “arte suave”.

 

O cartaz irá apresentar ao mundo também dois pouco conhecidos valores locais. O faixa-castanha da Carlson Gracie London de apenas 21 anos River Dillon já ganhou ouros locais e europeus. À procura de mostrar o seu valor a um público maior, terá como adversário o também faixa-castanha e faixa-preta de judo Miha Perhavec. A treinar actualmente com Darragh O’Conaill, este esloveno já medalhou ouro no europeu NoGi e já o vimos anteriormente no cartaz preliminar do P4, onde venceu por chave de calcanhar.

 

A honra de abrir as hostilidades da noite caberá a uma luta feminina, entre duas competidoras que dividem entre si um currículo com praticamente todos os títulos de que se possam lembrar. A finlandesa Elvira Karppinen foi promovida este ano a faixa-castanha por Eddie Bravo e é a campeã europeia NoGi em título (já alcançou esse ouro duas vezes). Venceu a primeira qualificatória europeia do ADCC e tem também um cinturão do NAGA. Irá enfrentar a galesa, campeã europeia do ADCC, Ffion Davies. Faixa preta de Judo, foi promovida este ano a faixa-castanha pelo seu instrutor Darragh O’Conaill. Com uma curta incursão vitoriosa pelo MMA, já alcançou por duas vezes o ouro mundial sem pano, e no europeu, bem como prata no mundial de kimono. Recentemente vimo-la no EBI 12, onde se bateu de igual para igual com a campeã mundial em título Talita Alencar.

 

Por Diogo Trigo

 

HUGO MIRANDA ENTREVISTA: THIAGO ‘INDIO’ ANDRADE E A GFTEAM EM PORTUGAL

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É uma das mais reconhecidas equipas e com maior expansão do panorama mundial do Jiu-Jitsu, e Portugal não foge à regra, contando já com duas filiais em território nacional. Liderando a equipa em solo lusitano está Thiago Andrade, mais conhecido como ‘Índio’, discípulo do famoso Mestre Júlio César, que falou com o JJP um pouco sobre si e sobre a GF Team.

 

JJP: Conta-nos um pouco da tua história e como vieste para Portugal.
Thiago: Chamo-me Thiago Andrade e sou mais conhecido como ‘Índio’, tanto no Jiu-Jitsu como fora, alcunha que me foi colocada pelo Mestre Júlio César. Comecei a praticar Jiu-Jitsu em 1998, com 14 anos, com o professor Marcos Bastos, no Méier, zona norte do Rio de Janeiro, de onde sou. Em 2000, com 15 anos, fui graduado para a faixa azul e migrei para a UGF (nome da GF Team na época), ficando sob os cuidados do mestre Júlio César. Foi algo que marcou a diferença no meu Jiu-Jitsu, já que treinava lado a lado com Theodoro Canal, Denilson Pimenta, Marcio Maia e muitos outros. Até que sofri uma lesão grave no joelho em 2001 e não tendo meios de a tratar, fui treinando até 2005 com muitas dificuldades e de forma pouco regular. Com as responsabilidades como faculdade e trabalho, acabei por me afastar dos tatames.

 

JJP: E o regresso à acção?
Thiago: Só em 2014 conseguir tratar a lesão. Foi como ser cego e voltar a ver! Já era casado e formado em arquitectura com empresa própria, mas foi como se nada mais importasse, eu estava de volta! Comecei a treinar mais a sério e em 2016 um patrocinador pagou-me a passagem para lutar o Europeu. Já tinha conversado com a minha esposa sobre a possibilidadede nos mudarmos para Portugal e achámos que era um sinal. Resolvemos arriscar e largar tudo para viver do Jiu-Jitsu. A ideia de abrir uma academia sempre esteve presente, mas confesso que não esperava que tudo se passasse tão rápido. Graças a Deus encontrei pessoas especiais no meu caminho, que foram muito importantes para esta conquista.

 

JJP: A GFTeam é mais reconhecida pelos seus atletas de categorias mais pesadas (Rodolfo Vieira, Honório, Gaudio, etc), apesar de também ter nas suas fileiras atletas mais leves de alto gabarito. Quem são as tuas referencias enquanto atleta, dentro da equipe?
Thiago: A GFTeam sempre possuiu grandes nomes nas categorias leves, como Marcio Maia (primeiro campeão mundial da equipe), Denilson Pimenta, João Alfredo Marinho, entre outros. É verdade que, hoje em dia, os mais pesados têm tido mais destaque. Mas ainda temos grandes nomes leves…José Carlos Kokó, Júlio dos Anjos, Theodoro Canal, Jake Mackenzie, Jaime Canuto, Vinicius Marinho, entre outros.

 

Mas como minhas referências internas, posso destacar Marcio Maia (apesar de já não competir), Jake Mackenzie, Theodoro Canal e Vinícius Marinho. Sou amigo e fã deles!

 

JJP: Os treinos no Meier são famosos pela sua dureza. É mesmo verdade que tens de rolar 10 vezes por treino? Como transportas isso para a realidade de Portugal?
Thiago: Dureza? Digamos que é a selva, e que há dias que parece o inferno!(risos) E sim, isso é verdade. Para ir embora, é necessário dar 10 rolas, no mínimo. A realidade é muito diferente, por enquanto. Além do facto da maioria dos alunos ainda serem iniciantes, nem todos têm por objectivo competir. Mas claro que trago muita influência do meu mestre e de sua maneira de comandar os treinos, para as minhas aulas.

 

JJP: O Mestre Julio César é uma figura ímpar do Jiu-Jitsu mundial. Como é conviver e aprender com ele?
Thiago: Para mim, é sempre um prazer e emoção falar dele. Eu cheguei “às mãos dele” ainda muito cedo, com 15 anos. Um miúdo que cresceu sem pai e ainda tinha muito de carácter e personalidade para moldar. Ainda me lembro como se fosse hoje… Por vezes, não era preciso dizer nada. Ele olhava para mim no treino e, dependendo do meu comportamento, chegava ao meu lado e já sabia o que se passava na minha cabeça. Como se deve imaginar, não demorou e não foi nada difícil começar a vê-lo como um “pai”. Ele é e sempre foi muito brincalhão, sempre brincou e aceitou as brincadeiras de todos nós à sua volta. E isso jamais impediu ou influenciou, de forma negativa, no respeito que tínhamos e temos por ele. Tecnicamente falando, ele sempre teve um olhar muito apurado para encontrar as falhas e os detalhes necessários. Da mesma forma que sempre teve a mente muito aberta para receber um “detalhe”  percebido por quem quer que fosse. Até hoje, conversamos constantemente e ele está sempre a dar-me conselhos e orientação, e eu confesso que não tomo nenhuma decisão importante sem o “aval” dele. Conviver e aprender com ele foi e é uma dádiva!

 

“A GFTeam, em Portugal, está a trabalhar de maneira semelhante e em conformidade com o trabalho orientado pela Matriz, no Brasil. Estamos a estruturarmo-nos para crescer de forma organizada e interligada. Actualmente, além da filial no Porto, temos um representante também em Lisboa. E, num futuro breve, é provável que tenhamos mais um representante no Porto.”

 

JJP: O facto de virem de uma linhagem diferente (Fadda) do que a maioria das escolas (linhagem Gracie) faz diferença na vossa forma de treinar/lutar e na própria filosofia do Jiu-Jitsu?
Thiago: Acredito que não. O Jiu Jitsu evoluiu muito com o passar dos anos. Já não vejo diferenças técnicas percebidas por questões de linhagem. Acho que, talvez, existam ainda em termos psicológicos e de filosofia, em relação à maneira de encarar determinadas situações.

 

JJP: Recentemente temos visto atletas da GFTeam a competir em Portugal. É uma ambição para o futuro, ter uma equipa de competição?
Thiago: A GF Team tem a fama de ser a equipe que mais cresce no mundo. E isso não é à toa. O crescimento é natural, mas tentamos fazê-lo de forma organizada. Eu sempre fui competidor, o que, querendo ou não, acaba por influenciar um pouco os alunos. Mas não temos pressa. Temos consciência que um bom trabalho requer tempo e paciência. E que primeiro, deve vir o cidadão, para depois, vir o campeão. Mas claro, no tempo certo, queremos sim, não só ter uma equipa de competição, mas também ter mais filiais e um núcleo forte também em Portugal.

 

JJP: Desenvolvendo um pouco a última questão, como está a GFTeam em Portugal?
Thiago: A GFTeam, em Portugal, está a trabalhar de maneira semelhante e em conformidade com o trabalho orientado pela Matriz, no Brasil. Estamos a estruturarmo-nos para crescer de forma organizada e interligada. Actualmente, além da filial no Porto, temos um representante também em Lisboa. E, num futuro breve, é provável que tenhamos mais um representante no Porto.

 

JJP: Regressando a ti, sabemos que vais lutar o Mundial Master em Las Vegas. Como está a preparação e quais os teus objectivos e expectativas?
Thiago: Pois é, este será meu terceiro ano consecutivo “brigando” em Vegas. Na minha preparação, tenho tentado limar todas as arestas e, melhorar em todas disciplinas e quesitos possíveis. Consegui fechar grandes parcerias que acredito que me vão ajudar muito. Como o US Elite Sport Agengy, onde faço preparação física e tenho acompanhamento nutricional, psicológico e de fisioterapia. Como todos os anos, vou para buscar o título. No ano passado, eu estava muito bem preparado, mas acabei por ser superado. Neste ano, tenho procurado preparar-me ainda melhor, para que isso não volte a ocorrer. Se tudo der certo, ainda farei um camp de treinamento na filial de Houston, 2 semanas antes.

 

Por Hugo Miranda

 

 

EBI 12 – A VEZ DAS SENHORAS, POR DIOGO TRIGO

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EBI 12 – A vez das senhoras

 

* Lê outros artigos da coluna ‘Open Mat’ aqui: http://jiujitsuportugal.com/category/open-mat-a-coluna-de-diogo-trigo/

 

No mesmo fim de semana em que Cris Cyborg foi coroada na UFC 214 a mulher mais perigosa do mundo, 24 horas depois teve lugar mais um evento do Eddie Bravo Invitational, desta feita exclusivamente no feminino. Apesar de, como tem acontecido consistentemente, termos tido substituições de última hora por lesão, o torneio ofereceu na mesma 16 das melhores peso-mosca no mundo, com um cartaz muito eclético que ofereceu de tudo, entre batalhas técnicas, confirmações, surpresas, lutas chatas, submissões relâmpago e combates longos na morte-súbita.

 

Na ronda de abertura (oitavos de final), a campeã mundial em título Talita Alencar teve as honras de abrir as hostilidades contra uma muito agressiva Ffion Davies, que chegou a tomar-lhe as costas e a ameaçar o estrangulamento. Porém, nos últimos minutos regulamentares, Talita que tinha estado até então apenas a preocupar-se em sobreviver, reverteu a posição e venceu ela mesmo por mata-leão.

 

No segundo combate, Rachel Cummings usou a sua vantagem de  arcaboiço e comprimento de pernas para atacar a partir da guarda e conseguir trancar Crystal Demopoulos numa chave de braço na posição de dead orchard.

 

Seguiram-se 4 combates que foram à morte súbita que resultaram na eliminação de algumas das favoritas. Kayla Paterson perdeu por mata-leão para Gabi McComb, Gabby Romero finalizou a campeã europeia Kristina Barlaan  com um cross-face/mata-leão ao fim de largos minutos de controlo nas costas, a jovem Katherine Shen finalizou a laureada Pati Fontes com chave de braço, a igualmente adolescente Erin Blanchfield venceu Livia Gluchowska com mata-leão.

 

Se estes longos combates quebraram ligeiramente o ritmo do torneio, Lila Smadja atiçou novamente o lume, ao finalizar Olympia Watts em apenas 23 segundos no tempo regulamentar com uma muito técnica gravata.

 

O combate imediatamente a seguir foi igualmente entusiasmante e manteve os espectadores de pé, com Nikki Sulivan a finalizar Fiona Watson com um estrangulamento tesoura.

 

Nos quartos de final Talita Alencar mostrou porque é que era, à partida, a favorita à vitória, passando várias vezes a guarda de Cummings e atacando várias submissões, tendo eventualmente conseguido finalizar com uma chave de braço a apenas 10 segundos do fim do tempo regulamentar.

 

No combate seguinte McComb conseguiu controlar e impor o seu ritmo, tendo tomado as costas de Romero, mas não a conseguiu finalizar no tempo regulamentar, tendo precisado de ir à morte-súbita para conseguir finalizar com a chave de braço.

 

Erin Blanchfield e Katherine Shen encaixaram muito bem no jogo uma da outra, em que o jogo de pressão e passagem conseguiram eventualmente vencer o jogo da guarda, tendo Blanchfield conseguido finalizar por kimura muito perto do fim do tempo regulamentar.

 

Lila Smadja pareceu que ia ter mais problemas neste combate, tendo sido raspada e montada logo nos primeiros 15 segundos, mas ainda antes do primeiro minuto ter terminado conseguiu escapar e trancar uma finalização por chave de calcanhar.

 

Na primeira semi-final tivemos um jogo muito agressivo e físico, com Gabi McComb a fazer um jogo mais tático e defensivo à procura da sorte grande na morte-súbita e Talita Alencar a atacar com tudo o que tinha. Eventualmente a estratégia de McComb viria a dar frutos, já que na última ronda da morte-súbita, quando estava em séria desvantagem temporal, conseguiu trancar o triângulo de pernas à volta do tronco de Talita e pura e simplesmente segurar a posição durante os minutos que precisava para vencer por fuga mais rápida, eliminando assim a campeã mundial em título.

 

Na outra semi-final Erin Blanchfield mostrou uma maturidade e experiência pouco usuais numa rapariga de 18 anos, com um jogo de topo e pressão muito sólidos, revelando a preferência para o controlo kimura do topo. Usou então este controlo para conseguir finalizar na chave de braço de Smadja a 30 segundos de fim do tempo regulamentar.

 

A final opôs então duas adolescentes.

 

Erin Blanchfield manteve o seu estilo, tendo conseguido fazer o torneio todo a partir de uma posição de topo. Os primeiros 6 minutos consistiram por isso num combate técnico de greco-romana, com Blanchfield a impor mais o seu jogo e a controlar o tatami. Eventualmente conseguiu tentar passar a guarda de McComb para chegar à sua favorecida posição de 100 kilos, mas não foi bem sucedida e o tempo regulamentar terminou com McComb a tentar uma chave de braço de último recurso, que também não resultou. Fomos então à morte-súbita.

 

Na primeira ronda Erin Blanchfield tomou as costas, que eventualmente transitou para a truck, que usou para tentar um banana split e de que McComb conseguiu fugir. Na sua ofensiva, McComb começou também nas costas, tendo tentado uma chave cervical bem agressiva, mas Blanchfield conseguiu escapar.

 

Na segunda ronda Blanchfield começou na posição de ataque ao braço, e conseguiu de facto finalizar. Sabendo que precisava de matar em menos tempo do que o que a sua adversária tinha demorado, McComb começou nas costas e imediatamente partiu para o crossface que escavou e escavou e escavou a tentar forçar a submissão, mas infelizmente para si não o conseguiu fazer nos 19 segundos que tinha para finalizar o combate, o que resultou na coroação de Erin Blanchfield como a primeira rainha do EBI peso mosca, e na agradável quantia de 20.000 dólares no bolso.

 

Jiu Jitsu de combate

 

Tal como aquando da última edição, cada ronda do torneio normal foi intercalada com uma luta de jiu jitsu de combate. Mais uma vez pareceu-nos ser um sucesso, esta forma mista entre jiu jitsu e MMA, resultando, de facto, numa luta ligeiramente mais trapalhona, mas muito mais solta e livre.

 

Na primeira ronda, Ilima-lei Macfarlane teve de ir à morte-súbita para conseguir vencer Brooke Mayo, tendo transitado das costas para o braço para eventualmente finalizar no triângulo.

 

No outro combate, Celine Haga também levou Amy Montenegro à morte-súbita. Depois de Montenegro ter ganho a luta de MMA entre as duas salva pelo gongo quando estava efetivamente inconsciente por mata-leão, desta vez não houve decisão dos juízes que a salvassem e Haga acabou mesmo por vencer com o estrangulamento das costas.

 

A final foi curiosamente menos dinâmica do que outros combates, com Macfarlane a fazer um jogo de guarda fechada que Haga tentou frustrar e passar. Eventualmente Macfarlane conseguiu avançar para uma posição de triângulo a partir da guarda borracha, que evoluiu para uma pegada kimura. Haga ainda conseguiu resistir e tentar escapar durante um par de minutos, mas eventualmente submeteu, coroando assim a invicta lutadora da Bellator Ilima-lei Macfarlane como a primeira campeã de Jiu jitsu de combate, levando para casa 2.500 dólares.

 

Por Diogo Trigo

 

 

 

 

 

TREINAR JIU-JITSU É UMA BUSCA INCESSANTE DE MELHORA EM SUA PERFORMANCE, POR LUIZ DIAS

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Actividades ao ar livre são um excelente complemento e podem melhorar o teu rendimento no Jiu-Jitsu. Foto: divulgação

 

 

Treinar Jiu-Jitsu é uma busca incessante de melhora em sua performance*

 

Ao treinar Jiu Jitsu, um dos reflexos é uma busca incessante em melhorar sua performance nos tatames. Em pouco tempo, começamos a tomar cuidado com a nossa alimentação, controle de peso, pesquisamos suplementos e acabamos buscando atividades para potencializar o nosso Jiu-Jitsu. O cuidado para bater o peso nas competições acaba virando uma rotina diária, e cada vez mais vamos buscando suportes e atividades extra para termos um rendimento melhor em nossas academias.

 

Acabamos buscando exercícios como musculação, alongamentos e atividades físicas que potencializem nosso rendimento nos tatames. Buscamos preparadores físicos, nutricionistas e tudo que, em nosso julgamento, pensamos ser bom para nós. Então, nosso corpo reflete um bem-estar e nossa qualidade de vida cada vez mais melhora, tudo graças a dedicação à arte suave.

 

Eu surfo há muito tempo, como vários lutadores, e nos dias de mar flat, fui buscar na remada da canoa polinésia uma atividade no mar, mas pensando na arte suave. Tenho um aluno, Igor Lourenço, que é remador e instrutor de um clube, e o contato com o mar, para mim, é fundamental. Algumas vezes, não quero ir só para a academia, quero estar ao ar livre, no mar, de preferência, mas sempre com um objetivo: o que fazer para melhorar meu rendimento no Jiu-Jitsu.

 

O caminho inverso, fez justamente o Igor, que foi buscar no Jiu-Jitsu o foco da concentração para utilizar nas competições de corrida de canoa, concentração, fator tão importante nas competições Mesmo não competindo, gosto de lutar com meus alunos e visitar academias de amigos. Eu gosto de sentir que estou melhorando, tentando puxar meus limites. Então, em conversas com amigos e alunos, percebo muitos no Boxe Inglês, Muay Thai, Crossfit, para impulsionar suas performances.

 

“Como professor, sempre incentivo meus alunos a fazerem outros esportes e de preferência em contato com a natureza. É importante abrir a mente, o contato com a natureza, tendo a certeza que ainda traz um aditivo para a nossa arte suave. É bom mudar também o ambiente onde malhamos, buscar o equilíbrio e limpar a mente na natureza”

 

Reparei, então, como a maioria dos lutadores de Jiu-Jitsu também tem essa preocupação, que é um grande impulso para cada vez mais melhorarmos. Correr na praia ou onde puder. Atividades que, no fundo, levem ganho para o nosso Jiu-Jitsu. O Jiu-Jitsu te induz, cada vez mais, uma busca incessante pela sua melhora do condicionamento físico e diretamente da nossa qualidade de vida.

 

Foi assim que, ao conhecer a canoa polinésia por intermédio de um aluno meu, comecei a pensar: “ficar remando pode refletir nos meus treinos de Jiu Jitsu”. Força nos braços, costas e assim voltamos ao nosso foco principal, o nosso Jiu-Jitsu. Como professor, sempre incentivo meus alunos a fazerem outros esportes e de preferência em contato com a natureza. É importante abrir a mente, o contato com a natureza, tendo a certeza que ainda traz um aditivo para a nossa arte suave. É bom mudar também o ambiente onde malhamos, buscar o equilíbrio e limpar a mente na natureza, sem dúvida, refletirá numa melhora em nosso Jiu-Jitsu, como também na nossa vida de uma forma geral.

 

Para mais informações, acesse o meu Instagram – https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ – ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o site http://www.geracaoartesuave.com.br/. Boa semana, bons treinos e até a próxima. Oss!

 

*Luiz Dias, escreve regularmente para a revista “Tatame” do Brasil e para o site JiuJitsuPortugal.com

 

Decidimos, manter o texto original.

 

*Para leres mais artigos de Luiz Dias na coluna ‘Verde & Amarelo’ clica no link: http://jiujitsuportugal.com/category/verde-amarelo-a-coluna-de-luiz-dias/

 

 

 

 

 

‘VESTE O KIMONO’ – A IMPORTÂNCIA DO KIMONO PARA AS ACADEMIAS

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A Gracie Barra foi pioneira em implementar a padronização de kimonos. Hoje assistimos a uma corrida por parte das maiores equipas mundiais neste conceito, inspirando-se na equipa de Carlinhos Gracie. Foto: GB Cascais

 

O kimono é o equipamento dos praticantes de Jiu-Jitsu e que além de facilitar a ‘comunicação para fora’, é responsável também pela identificação da equipa.

 

Para os atletas, os kimonos são sinónimo de pertença a um ‘clã’. Para as academias, ajudam a divulgar a imagem e a marca da mesma, assim como são mais uma fonte de receitas.

 

Uma academia com um ambiente de treino agradável, limpo, organizado e com uma padronização nos kimonos, aumenta o prazer do treino, a auto-estima e contribui directamente para o crescimento da equipa. É a célebre frase “Uma imagem vale mais que mil palavras”.

 

Mas porque as academias devem investir na padronização dos kimonos?

 

1) O uso adequado dos kimonos consolida a imagem de uma marca. Eles são a primeira impressão! A padronização acaba conferindo à academia valores como organização, cuidado com o aluno e demonstra claramente preocupação com a própria imagem.

 

2) O kimono causa um sentimento de pertença (clã, grupo, tribo) e faz com que o aluno se sinta mais integrado e em igualdade com os demais parceiros de treino.

 

3) O seu uso é considerado uma ferramenta de marketing eficaz. Em tempos de usos e abusos das redes sociais, é enorme o impacto e a diferença entre uma fotografia com a turma alinhada com uma coerência visual e outra, em que os alunos usam cada qual um kimono à sua escolha, misturando até diferentes cores entre as peças do mesmo.

 

Para mais informações onde podes adquirir o teu kimomo em Portugal clica aqui: https://www.buffalocombat.com/

 

Para mais informações onde podes adquirir o teu kimomo no Rio de Janeiro (Brasil) clica aqui: https://www.facebook.com/ellonsports/

 

 

 

 

 

 

VÍDEO: ROGER GRACIE DESPEDE-SE DOS TATAMES

 

 

 

Roger Gracie despede-se do Jiu-Jitsu depois da vitória sobre Buchecha encerrando assim uma carreira histórica.

 

 

 

EM PORTUGAL: GRACIE BARRA LIDERA O CIRCUITO NACIONAL DE JIU-JITSU BRASILEIRO

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Com três das seis provas do 1º Circuito Nacional de Jiu-Jitsu Brasileiro já realizadas, a luta pela liderança está ao rubro. Gracie Barra e Icon Jiu-Jitsu em primeiro e segundo lugar respectivamente, estão separadas por apenas seis pontos, seguindo-se a Focus Jiu-Jitsu na terceira posição.

 

A próxima etapa realiza-se no Porto, no dia 7 de Outubro em local a anunciar.

 

RANKING NACIONAL POR EQUIPAS

 

1º – Gracie Barra –375 pontos
2º – ICON Jiu-Jitsu Team -369 pontos
3º – Focus Jiu-Jitsu –201 pontos

 

Ranking completo 1º Circuito Nacional de Jiu-Jitsu Brasileiro: https://docs.wixstatic.com/ugd/7e53e1_4b93baa99cbc42c7b2478c201884f4ca.pdf

 

 

214 – UM NÚMERO A RECORDAR, POR LUIS BARNETO

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214 – Um número a recordar

 

Um enorme evento do UFC, em teoria e na prática, mais para uns do que para outros, claro, e mesmo no card preliminar! Mas nem vou por aí…

 

Como fã, gostei mais de umas coisas do que outras, como toda a gente. Como analista, adorei tudo!

 

Existe aqui muita matéria para falar, analisar.
Vou fazer esse exercício, de forma um bocadinho extensa. Obrigado a quem tenha a paciência de ler tudo.

 

Manuwa vs Volkan

 

O homem que estava na calha para saltar para o main event, caso algo acontecesse que impedisse esta segunda edição de Jones Vs Cormier, era para a maioria favorito neste combate. Foi parado em segundos. É por isto que sempre digo, e não me canso: É um desporto mas também é uma luta…
Juntando o percurso dos dois, em 34 combates apenas 4 foram a decisão, uma vez o Manuwa e três o Volkan, e ambos tinham a maior parte das vitórias por KO. Manuwa é um daqueles… Com 9 combates no UFC, apenas um deles foi a decisão, os outros foram todos KO, 5 vezes para o seu lado, e 3 para o lado dos adversários! Volkan chegou, teve uma vitória algo polémica sobre o OSP, mas mostrou que as suas mãos trazem fogo.

 

Não foi portanto estranho ver os dois a procurarem, logo desde o primeiro segundo, nocautear o adversário. Volkan segurou um neck clinch com uma mão e lançou vários uppercuts e ganchos com a outra mão, alternando um movimento e o outro, num estilo muito usado pelo Randy Couture nos seus tempos (eu sei porque treinei este movimento muito, já que o Randy e o meu instrutor, Burton Richardson, treinaram muito tempo juntos) mas que Volkan depois afirmou ter visto no primeiro combate Jones Vs Cormier e ter pensado que era algo interessante de experimentar. Desligou o Manuwa.

 

*Lê maais artigos de Luis Barneto na sua coluna ‘Conexão MMA': http://jiujitsuportugal.com/category/conexao-mma-a-coluna-de-luis-barneto/

 

Interessante observar que um atleta, chegado a um certo nível de entendimento, pode observar um movimento uns dias antes, se calhar ensaia-lo uma dúzia de vezes, e finalizar uma luta com ele…

 

Lawler vs Cerrone

 

Um daqueles combates… Em que eu queria que vencessem os dois!
Foi o que se esperava. Num atleta, ou melhor, num lutador como Lawler, era óbvio que estar parado um ano não mudaria nada na sua determinação, confiança, capacidade. Cerrone é um espectáculo! Lawler, na minha opinião, definiu todo o combate. A distância em que o combate se realizou foi definida por ele em todos os rounds, já que no segundo round, aquele em que Cerrone conseguiu encadear as suas famosas sequências, foi Lawler quem optou por não pressionar e dar espaço, distância, permitir. Foi uma opção estratégica, para depois voltar no 3º round. Ambos foram muito semelhantes no numero e qualidade do strike desenvolvido (foi maioritariamente um combate de strike), mas Lawler, com as pancadas ao corpo, pareceu mais próximo de terminar a luta antes do tempo. Uma decisão, mas um combate super disputado, com muito material técnico para estudar, ao dispor de quem queira.

 

Analisando algo mais, curioso como Lawler, um atleta que habitualmente conhece só uma velocidade, fez uma opção estratégica de oferecer um round… Algo que não só não é muito o seu estilo, como é amplamente criticado por Dana White em Woodley, mas aqui passa despercebido… Curioso também pensar que, vindo de uma derrota precisamente com Woodley, Lawler parece agora um atleta muito mais perigoso, porque mais calculista… Win or learn?

 

Cyborg vs Evinger

 

Missão complicada para Evinger. Muita coragem e determinação, um plano de jogo que passava por aguentar a pressão inicial, e esperar um erro que permitisse lutar no chão com Cyborg, onde Evinger poderia ter alguma vantagem. Mas a Cyborg que surgiu é também uma atleta mais evoluída, que sabe gerir a intensidade, esperar oportunidades, e penso que foi fundamental essa nova característica para obter a vitória. Esta Cyborg vai ser muito complicada de parar. Talvez impossível…?
Evinger apresentou algumas incríveis esquivas, usou toda a sua experiência para “adivinhar” ângulos e trajectórias, foi nesse aspecto muito interessante de ver, e Cyborg ainda tem que melhorar aquela ideia de lançar a mão direita com enorme potencial de ko, mas isolada e muito “telegrafada”, porque são mais ou menos fáceis de ler e esquivar, aumentar o volume ou preparar com algo mais.

 

Woodley vs Maia

 

Queria muito que Maia vencesse, mas sempre achei muito difícil… Woodley é estrategicamente evoluído, e como tive oportunidade de dizer em directo, para mim, talvez o atleta com maior aglomerado de qualidades do UFC. Não fossem os seus 35 anos, diria que poderia definir uma nova geração de atletas. Maia, a meu ver, teve vários momentos durante a sua luta com o Masvidal, de total exposição ao strike deste, enquanto procurava assegurar takedowns, ou clinch. E algumas entradas muito directas. Com os seus 60 takedowns no UFC, Maia apresenta-se como mais eficaz, mas a verdade é que esses 60 takedowns representam cerca de 30% dos que tentou.

 

Woodley chegou aqui com 95% de eficácia a evitar takedowns, mas sem ter que lidar com os de Maia. Era opinião geral que se Maia conseguisse levar para o chão… Mas a verdade é que não conseguiu. Woodley não arriscou. Porque haveria? Porque o Dana White quer? Porque fica chato para o público? Pessoalmente, não considero uma boa ideia que um atleta faça algo que considera não ser o melhor para vencer uma luta, só porque o publico quer ver isso. É um espectáculo, mas é uma luta, e um desporto. É certo que toda a gente parece apostada em minimizar a importância do título, mas ser campeão é diferente de ser quase campeão. Perguntem a Uriah Faber. Agora a Maia. Woodley perderia este combate se estivesse mais apostado em impor o seu jogo e menos apostado em defender-se do jogo de Maia. Tal é a qualidade de Maia! Frustrante para Maia, talvez para o público, seguramente para Dana White, que fez questão de o criticar, mas ser campeão e manter-se campeão é algo que tem que ver com fazer opções tácticas adequadas, não só com qualidade. Não só com ataque e imposição de jogo, mas muito com saber recuar, saber defender, saber jogar. Perguntem a Lawler, já que ele aprendeu isso mesmo a lutar com o Woodley. Quem quer o título tem que arriscar mais, sim.

 

Woodley pediu um adversário contra quem possa mostrar as suas capacidades, ou seja, alguém cujo grau de especialização numa certa área do combate não seja inibidora de disputar a luta pela luta. Eu percebo-o perfeitamente.

 

Jones vs Cormier

 

Como eu disse no inicio da emissão, poderíamos vir a observar o melhor Jones de sempre. Tendencialmente, falamos de “ferrugem competitiva” mais vezes do que falamos, ou damos importância, às lutas da vida. Bruce Lee escreveu muito do que hoje lemos, definiu muito do que o fez enorme, enquanto esteve acamado no hospital. McGregor veio muito melhor, física e psicologicamente, depois da lesão que o fez parar por largos meses. Jones, com tudo o que se passou, se calhar fez-se homenzinho. Nem sempre é dada importância a isto, mas a equipa onde ele treina tem um excelente ambiente, os treinadores são desligados da necessidade de vir a terreno criticar ou aplaudir os seus atletas, estão focados em ajuda-los, seguramente ajudaram muito Jones nesta travessia do deserto. Posso estar enganado, mas Jones vai lutar por ser um exemplo a todos os níveis, daqui para a frente.

 

Para já, apresentou um jogo de mãos muito melhor do que alguma vez tinha apresentado, lutou muito bem, minimizou as possibilidades de Cormier, que foi sentindo isso mesmo, e acabou a aproveitar uma excelente oportunidade, numa altura em que para mim estava a vencer o 3º round, como tinha vencido o 1º e 2º. Jones usou, como nunca tinha usado tanto, o seu maior alcance, teve paciência, e mostrou, também ele, uma disciplina táctica que deu frutos. Cormier vinha expectante que Jones se sentisse pouco à vontade. Hardy disse, aqui há tempos, que achava que Jones tinha, de propósito, gerido a luta com OSP, não mostrando tudo, procurando fazer o indispensável. Concordei logo com ele, e agora concordo ainda mais. A duvida que persiste é: Cormier alguma vez sentiu mesmo que poderia vencer Jones? Às vezes somos os nossos maiores sabotadores…

 

E pronto, por agora é tudo.
Se tiveste paciência para ler tudo, obrigado. Se gostaste, partilha à vontade. Se não concordares, fica também à vontade para contrapor. Gostei de fazer isto… Talvez faça mais vezes… Será boa ideia?

 

Por Luis Barneto

 

 

 

VÍDEO: A ESTRATÉGIA DE ROGER GRACIE NA VITÓRIA SOBRE MARCUS ‘BUCHECHA’

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Após o combate, Roger Gracie numa entrevista exclusiva à GRACIEMAG relembrou o último encontro com Buchecha para evitar um ataque, o detalhe para evitar as perigosas quedas e deixou ainda um recado para o cinco vezes campeão mundial absoluto!

 

*luta histórica – Roger Gracie pega as costas e finaliza Marcus Buchecha no Gracie Pro Jiu-Jitsu: http://jiujitsuportugal.com/2017/07/24/gracie-pro-numa-luta-historica-roger-gracie-finaliza-buchecha-e-retira-se-das-competicoes/

 

 

 

 

GRACIE PRO: NUMA LUTA HISTÓRICA ROGER GRACIE FINALIZA BUCHECHA E RETIRA-SE DAS COMPETIÇÕES

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Momento em que Roger Finaliza Buchecha. Foto: Flograppling

 

Realizado neste domingo (23), na Arena Carioca 1, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o Gracie Pro terminou com um desfecho histórico para os fãs da arte suave. Num confronto que originou muitas discussões durante as semanas que o precederam, o lendário Roger Gracie venceu Marcus Buchecha, finalizando-o com um estrangulamento pelas costas.

 

Com uma grande festa dos torcedores nas bancadas e também de grande parte da família Gracie, que invadiu o tatame para comemorar com Roger, este muito emocionado e ainda no tatame após a luta, aproveitou para anunciar que se ia retirar do do Jiu-Jitsu de competição.

CADA LUTADOR POSSUI UM PERFIL NO JIU-JITSU, DESCUBRA O SEU – POR LUIZ DIAS

 

TREINO LUIZ DIAS BJJ - RJ - 27/03/2017

Uma academia é composta tanto de lutadores competidores como de lutadores que preferem não competir e ambos são fundamentais para o sucesso da equipa. Foto: Ilan Pellenberg

 

 

Cada lutador possui um perfil no Jiu-Jitsu, descubra o seu*

 

Observando o treino na minha academia, vendo meus alunos, me veio uma percepção que, embora já tivesse pensado nisso, não tinha parado antes para refletir como a nossa arte suave possibilita que cada atleta planeje sua vida e evolução dentro do Jiu-Jitsu. Você pode treinar focado para campeonatos, treinando com a mente alerta aos pontos e vantagens, sempre como se estivesse lutando em um campeonato, testando estratégias e posições. Mas também o lutador pode treinar para superar seus próprios limites, sem ter que competir, uma superação pessoal, no caso.

 

Conheço bons lutadores que não costumam competir, mas fazem treinos duríssimos nas suas academias. Essa capacidade do Jiu-Jitsu de poder ser encarado de maneira particular por cada atleta permite que todos possam se desenvolver, cada um dentro das suas expectativas. Cabe ao professor estimular os alunos a competirem, mas também respeitar aqueles que não desejam.

 

“Muitos alunos se iniciam no Jiu-Jitsu para praticar sem estar visando campeonatos, sem querer ficarem atentos a peso, competições e todos os cuidados que um competidor já passa a prestar atenção. Muitos entram para aprender uma luta, entrar em forma física, sem ambições de disputar campeonatos ou serem campeões.”

 

Cada lutador tem um perfil, nem todos gostam de competir, mas são excelentes lutadores também, que muitas vezes, dentro da academia, proporcionam treinos mais duros do que muitas lutas de campeonatos. Creio que o professor deve incentivar seus alunos a competirem, mas não diferenciar em tratamento os atletas competidores dos não competidores. É bem produtivo ter treinos focados para competições que todos participem. Por vezes, nesses treinos mais objetivos, desperte a vontade de competir em alguns atletas, e isso é excelente, principalmente surgindo naturalmente.

 

Muitos alunos se iniciam no Jiu-Jitsu para praticar sem estar visando campeonatos, sem querer ficarem atentos a peso, competições e todos os cuidados que um competidor já passa a prestar atenção. Muitos entram para aprender uma luta, entrar em forma física, sem ambições de disputar campeonatos ou serem campeões. Esses lutadores têm de ser respeitados em seus pontos de vista, mas para eles estarem em um dojo, muitas vezes, já é uma vitória pessoal. Vencer a timidez, a inércia, o medo, porque, afinal, é uma luta, ou seja, um sairá vencedor e o outro não. E lidar com a derrota, por vezes, é um momento difícil, mesmo para aquele que não quer competir e apenas evoluir.

 

Creio que ninguém gosta de perder, mesmo em um treino interno. Cada lutador tem suas limitações e ambições, mas os professores e lutadores que competem podem ajudar, incentivando aqueles que ainda não entram em campeonatos para competir, e não de qualquer outra maneira, respeitando esse lutador que treina sem o foco da competição.

 

Por muitas vezes, eles são grandes parceiros de treinos daqueles que tem o perfil competitivo e precisam de um treino mais apurado. Uma academia é composta tanto de lutadores competidores como de lutadores que preferem não competir, que preferem apenas chegar na hora do treino, treinar duro e ir para casa, mas que são também fundamentais nas suas respectivas academias.

 

Para mais informações, acesse o meu Instagram – https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ – ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o site  http://www.geracaoartesuave.com.br/. Boa semana, bons treinos e até a próxima. Oss!

 

*Luiz Dias, escreve regularmente para a revista “Tatame” do Brasil e para o site JiuJitsuPortugal.com

 

Decidimos, manter o texto original.

 

*Para leres mais artigos de Luiz Dias na coluna ‘Verde & Amarelo’ clica no link: http://jiujitsuportugal.com/category/verde-amarelo-a-coluna-de-luiz-dias/

 

 

ROGER GRACIE V MARCUS ALMEIDA: O REENCONTRO É NO RIO DE JANEIRO

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A muito aguardada luta entre Roger Gracie e Marcus Buchecha vai acontecer no Gracie Pro de Jiu-Jitsu, evento marcado para os dias 22 e 23 de Julho, no Rio de Janeiro.

 

Da última vez que se enfrentaram, Roger e Buchecha fizeram a luta principal do Metamoris, numm duelo que terminou empatado.

 

Mais informações no link: https://www.graciepro.com.br/

 

 

VANESSA PEREIRA RECEBIDA PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE CABO VERDE

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O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, que visitou a Suíça no passado fim-de-semana, encontrou-se com a atleta de Jiu-Jitsu Vanessa Pereira.

 

A conhecida lutadora, que procura a dupla nacionalidade portuguesa e cabo-verdiana, teve assim a oportunidade de conversar com o Presidente de Cabo Verde sobre Jiu-Jitsu e quais os planos futuros para a sua carreira desportiva.