OS MELHORES DO ANO 2017, POR DIOGO TRIGO

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2017 foi um ano bem suculento em termos de Jiu Jitsu. E à medida que o ano termina, decidi acender a lareira, pôr uma música introspetiva a tocar, sentar-me no sofá, deixar a chuva cair lá fora e recordar-me do que de melhor aconteceu no ano.

 

Atleta masculino do ano: não pode ser outro do que Cobrinha. Começou o ano a ganhar ouro europeu em solo nacional, continuou a competir ao longo do ano nos eventos principais, e em todos eles o resultado foi o mesmo. Panamericano, Mundiais, Brasileiro e ADCC. Ouro na divisão. Super Grand Slam.

 

Atleta feminina do ano: Tayane Porfírio. Apesar de não ter participado no ADCC, Porfírio fez história de outro modo, alcançando o duplo grand slam: ouro no peso e absoluto nos principais torneios da IBJJF.

 

O evento:  ADCC. As regras têm vindo a ser mudadas e adaptadas de evento para evento. Este ano parecem ter acertado no formato mais adequado, já que conseguimos ter um evento renhido e super entusiasmante. Neste evento surgiram para o grande público as duas revelações do ano (Jones e Karppinen), e consagraram-se alguns dos mais notórios atletas do ano (Cobrinha, Ryan, Pena), e foi aqui que aconteceram alguns dos melhores combates do ano (Xande vs. Buchecha?).

 

A confirmação: Gordon Ryan. 2017 foi a consagração de Ryan, que alcançou o ouro na divisão do ADCC e prata no absoluto. Um par de meses depois finalizou Yuri Simões, campeão do ADCC de uma divisão acima, e juntou ao feito dois cinturões do EBI, um do Sapateiro, outro do Grappling Industries, para além de lutas casadas ao longo do ano todo. Aguardamos para confirmar como se porta nos torneios IBJJF e com kimono.

 

A surpresa masculina: Craig Jones. Ao longo de todo o outono deste ano, não havia site ou página de jiu jitsu no social media que não tivesse um artigo diário sobre o australiano. Apareceu primeiro no nosso radar no EBI 11, mas ficámos impressionados no ADCC, quando finalizou Leandro Lo, Murilo Santana e Chael Sonnen.

 

A surpresa feminina: Elvira Karpinnen. Faixa-marron finlandesa, foi convidada para o ADCC à última da hora. Logo no primeiro combate arrumou com Mackenzie Dern, e só foi derrotada pela eventual campeã Bia Mesquita numa decisão super renhida. Desde então sagrou-se campeã mundial sem pano no absoluto e prata no peso. Tudo isto no primeiro ano da faixa.

 

O atleta português: Pedro Ramalho. Depois de uma prestação fenomenal na Copa Pódio, de uma prata europeia e de um bronze mundial, foi promovido à faixa preta. No primeiro ano no lago dos tubarões, Paquito tem 6 vitórias em outros tantos combates, que lhe valeram ouro no Open de Madrid e duplo Ouro no campeonato nacional. Preparem-se os grandes nomes, vem aí fera.

 

Por Diogo Trigo

 

*Segue a coluna de Diogo Trigo aqui: http://jiujitsuportugal.com/category/open-mat-a-coluna-de-diogo-trigo/