20 ANOS SEM O GUERREIRO, MESTRE E HERÓI NACIONAL BRASILEIRO FLÁVIO MOLINA (19/02/1998 – 19/02/2018).

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Em 1984 dois homens reescreveram a história das arte marciais: Flávio Molina e Marcelo Behring. Foto: divulgação

 

 

Vamos começar hoje a homenagem aos “20 anos sem Flávio Molina”, Guerreiro, Mestre e Herói brasileiro. E não poderíamos começar melhor essa homenagem, com a publicação de um vídeo inédito, DA MAIS ALTA RELEVÂNCIA para o Muay Thai brasileiro, mostrando os primórdios desta arte marcial e as sementes lançadas no passado.

Homenagem da Confederação Brasileira de Muay Thai a Flávio Molina

Homenagem da Confederação Brasileira de Muay Thai a Flávio Molina. Foto: divulgação

 

 

Trata-se de um desafio de Boxe Tailandês, ocorrido em Outubro de 1983, entre as equipas do RJ, comandada por Flávio Molina e a de SP, comandada por Álvaro de Aguiar, no Clube Mourisco, em Botafogo/RJ.

 

Ter este torneio registrado significa um documento importantíssimo para o conhecimento das origens, o acompanhamento da evolução desta eficiente arte marcial, que em breve completará 40 anos de existência no país e o reconhecimento desses nomes que muito contribuíram para que o Boxe Tailandês/Muay Thai chegasse no atual patamar.

 

Neste precioso vídeo, temos o introdutor do Muay Thai no RJ e principal precursor do Brasil, Flávio Molina, imbatível no TKD, estreando no Boxe Tailandês e enfrentando o lutador Gilmar “Russo”, aluno da forte equipe de SP, comandada por Álvaro de Aguiar. Certamente, da equipe de SP, Gilmar “Russo” tinha a tarefa mais ingrata e indigesta de todos, sendo um guerreiro ao enfrentar o maior nome do TKD e um dos maiores strikers do país.

 

Observamos, de forma clara e evidente, a influência das outras artes marciais praticadas por Molina, como a capoeira de Sinhozinho e do M. Camisa, o TKD dos M. Lee e Kim, o Boxe do Santa Rosa, além das aulas dadas por Nelio Naja, a ida de Molina à Embaixada da Tailândia, os estudos realizados, revistas e livros lidos, desenhos (Sawamu) etc.

 

A proposta era de 2 rounds de 3 minutos, mas a luta foi interrompida por nocaute técnico aos 2 min do 2º round. O adversário já no 2º round demonstrava dificuldade em retornar para a luta, devido aos fortes pontapés (mais de 10), por dentro e fora da coxa, no peito, socos, socos rodados, esquivas rápidas e movimentações perfeitas, sendo difícil achar Molina no ringue. Um grande privilégio para a geração atual e, principalmente, para a família Molina, vê-lo lutando por aproximadamente 5 minutos.

 

Hoje, com o muay thai brasileiro nas cabeças, sendo uma potência mundial, é gratificante ver as raízes e os primeiros passos dados no início da década de 80, bem como todo o trabalho que teve esse grande homem, Flávio Molina, que surpreendeu neste desafio, sendo uma luta bastante técnica, se olharmos com o olhar do passado e levarmos em consideração que as técnicas começavam a ser desenvolvidas. Também se podem ver os seus alunos, Luiz Alves e Narany, dando-lhe assistência no corner.

 

Este registo da luta do Molina será porventura o mais antigo da história do Muay Thai no Brasil. Estamos, ainda, na procura das fitas do mundial do Equador de TKD, em 1982, e do brasileiro que Molina lutou contra Sobrinho e Mulatinho, além da fita do Vale-Tudo de 1984 na íntegra.

 

Na próxima semana será publicada a 2ª parte deste documentário, bem como os depoimentos prestados pelos amigos, alunos, lutadores, policias e mestres.

 

NOTA: Agradecemos a Marcelo Molina, Simone e ao Álvaro de Aguiar por tão valioso material. Um presente que não tem preço.

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