OS PRINCIPAIS MOMENTOS DO ‘NACIONAL OPEN JIU-JITSU 2017′, POR DIOGO TRIGO

Finalistas do absoluto, com Paquito a levar para casa a viagem ao mundial da Califórnia do próximo ano. Foto: Diogo Trigo

 

Já em modo de preparação para o campeonato Europeu do próximo mês, o pavilhão desportivo do Casal Vistoso, em Lisboa, engomou a faixa e vestiu o kimono de gala para receber este sábado mais um evento do Nacional de Jiu Jitsu. Apesar de alguma polémica nas semanas que antecederam o evento relativa a aumentos de preços de inscrição e de filiação na FPJJB, foi bom constatar que no fim de contas o campeonato foi bastante concorrido e disputado, com pelo menos uma luta para virtualmente todos os atletas até Master 3, e bem gerido, tendo-se cumprindo de uma forma geral o cronograma previsto, algo que é de louvar num evento com mais de 200 divisões.

 

Desportivamente, tivemos embates de alta qualidade, drama, sorte, técnica, raça, finalizações salvas pelo gongo, lutas revertidas nos últimos segundos, decisões polémicas, sonecas no tapete, risos, choros e muito desportivismo. Quando assentou a poeira, a Icon JJ assegurou o cobiçado título por equipas de Adultos, seguida no pódio pela Gracie Barra e pela BPT. A Gracie Barra venceu também o troféu de equipas nas Crianças e Masters, enquanto que a Icon levou ainda o troféu de estreantes.

 

Quanto aos faixas pretas a concurso, esses mostraram o porquê de, apesar de não talvez tantos a concurso como a audiência gostaria de ver (por exemplo Maria Santos, da BPT, foi a única faixa preta feminina presente), serem definitivamente capazes de lutar de igual para igual seja em qual for o torneio ou adversário ou palco.

 

No torneio absoluto, bem, o pavilhão parou, veio abaixo, levantou-se em alvoroço e veio abaixo novamente em extâse. 3000 pares de olhos presentes focados em admiração num único tapete, ao nível dos maiores eventos desportivos do mundo.

 

No peso Pena, Nélson “Pincel” Teixeira, da Icon, conseguiu vencer e finalizar Victor Marinho da AOF. Infelizmente não houve disputas nos pesos Leve, mas nos Médios, Pedro “Paquito” Ramalho (Focus), no dia em que viu oficializado o seu regresso à Copa Pódio, venceu a categoria perante Pedro Mendonça, da Pantera Negra. Nos Meios-Pesados, o solitário Diego Cavalcante da Cícero Costa infelizmente também não teve luta, já que a única outra categoria com atletas foi o Pesadíssimo, em que o Pantera Negra Rúben Fonseca levou a melhor perante Pedro Santos da Focus.

 

No torneio absoluto, bem, o pavilhão parou, veio abaixo, levantou-se em alvoroço e veio abaixo novamente em extâse. 3000 pares de olhos presentes focados em admiração num único tapete, ao nível dos maiores eventos desportivos do mundo. Na primeira semi-final, o Pena “Pincel” não fugiu da luta e enfrentou um Pesadíssimo e fortíssimo Rúben Fonseca. Fonseca impos o seu poderio físico, fazendo bom uso dos seus 30kg de vantagem para derrubar, passar e amealhar pontos enquanto ameaçava estrangulamentos vários, perante uma defesa raçuda e cheia de classe de Pincel, que acabou por sobreviver os 10 minutos.

 

Na outra semi-final, Paquito, como já nos habituou, chamou para a guarda, onde mostrou que uma pegada de aço aliada a uma mobilidade digna do cirque du soleil são de facto ferramentas geniais, tendo conseguido raspar Diego Cavalcante, que quando defendeu uma passagem deixou uma aberta de uma fração de segundo que Paquito capitalizou para finalizar uma anaconda, naquela que terá sido a submissão do dia. Na final, já que em equipa que ganha não se mexe, Paquito e Fonseca usaram as mesmas estratégias: guarda móvel para Paquito, poderio físico a partir do topo para Fonseca. Paquito levou a melhor, conseguindo raspar, ameaçando entrar nas costas, e eventualmente mais uma vez fazer com que a defesa da posição abrisse a ofensiva para a submissão, finalizando na lapela, ganhando assim o seu segundo ouro do dia, e valendo também uma viagem para o mundial de 2018 na Califórnia.

 

Esperamos à altura da escrita do artigo que seja editado o vídeo com os melhores momentos do evento, já que de facto o nível competitivo presente é do melhor possível, merecendo ter uma divulgação condigna e adequada para chegar a todos os olhos interessados no desporto.

 

Por Diogo Trigo

 

*Segue a coluna de Diogo Trigo aqui: http://jiujitsuportugal.com/category/open-mat-a-coluna-de-diogo-trigo/

 

*Resultados nacional Open 2017: http://jiujitsuportugal.com/2017/12/11/gracie-barra-e-icon-jj-team-sao-as-grandes-vencedoras-do-nacional-open-2017/