OS DETALHES E LIÇÕES EM UMA ENTREGA DE FAIXAS, POR LUIZ DIAS

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Luiz Dias ladeado por Sylvio Behring e o Grande Mestre Leoni Nascimento. Foto: divulgação

 

Os detalhes e lições em uma entrega de faixas*

 

Há pouco tempo, realizei na minha academia uma entrega de faixas. Sempre um momento importante. É um evento que eu gosto muito, porque consigo reunir amigos, professores e lutadores de várias equipes de Jiu-Jitsu. Já que normalmente os horários coincidem, muitas vezes só nos encontramos em campeonatos e, mesmo assim, de forma corrida. A entrega de faixas se torna uma grande confraternização. Muitos treinam antes e depois do evento.

 

Nesses eventos, podemos conversar, trocar ideias e reforçar nossos laços de amizade. Acho muito bom ter essa resenha depois da graduação. Tenho grandes amigos que o Jiu-Jitsu me trouxe. Experiências e opiniões são divididas, e por vezes aparecem até amigos que perdemos o contato, que somem e aparecem. Assim, eu tento a cada ano que a entrega de faixas seja um momento sempre de confraternização nos tatames.

 

Como professor, tem também o momento sério. O momento mais criterioso de avaliar quem será graduado que você chama ou não. É claro que todo professor é ciente que surpresas e certamente algumas frustrações acontecerão ali, no momento em que você chama ou não cada lutador, mas essas situações sempre acontecem em todas academias.

 

“A nós, professores, vale também não só puxar os limites de cada um, mas também dar aquela palavra de incentivo que muitas vezes será a força que precisa naquele momento para o atleta continuar na estrada do seu aperfeiçoamento.”

 

Os julgamentos são livres. Cada um tem o seu. Tento ser o mais justo possível. Converso e escuto opiniões de meus faixas-preta que convivem e treinam com todos, como de faixas-preta amigos meus formados por outros professores que treinam no meu dojo, e que sempre acabam ensinando também. A avaliação é constante, diária. Cada um tem suas lutas particulares e assim vamos tentando fazer as graduações as mais justas possíveis.

 

Graduar é uma grande responsabilidade. Creio que temos de avaliar bem cada um e assim determinar sua graduação ou não, sempre lembrando que o faixa-preta é um faixa-branca que não desistiu, venceu suas limitações, seus momentos de desânimo e cansaço, e continuou treinando. A nós, professores, vale também não só puxar os limites de cada um, mas também dar aquela palavra de incentivo que muitas vezes será a força que precisa naquele momento para o atleta continuar na estrada do seu aperfeiçoamento.
A graduação é o resultado do seu progresso, resultado de dedicação, tempo no tatame. Treinos e treinos, independentemente se são treinos com iniciantes ou com mais graduados. A graduação não pode ser vista como o foco, mas como uma consequência.

 

Assim, tento passar sempre para os meus alunos. E que se nessa graduação não foram graduados, nunca encarem como uma “punição ou reprovação”, mas como uma sinalização que está faltando algo a ser atingido ou melhorado no julgamento do seu professor. Por vezes, uma autoavaliação do aluno e uma posterior conversa com o seu professor pode trazer o caminho a ser percorrido para a contínua evolução do seu Jiu-Jitsu.

 

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Boa semana, bons treinos e até a próxima!

 

*Luiz Dias, escreve regularmente para a revista “Tatame” do Brasil e para o site JiuJitsuPortugal.com

 

Decidimos, manter o texto original.

 

*Para leres mais artigos de Luiz Dias na coluna ‘Verde & Amarelo’ clica no link: http://jiujitsuportugal.com/category/verde-amarelo-a-coluna-de-luiz-dias/