PEDRO ‘ PAQUITO’ RAMALHO FICA A UM PASSO DAS MEIAS-FINAIS

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Paquito esteve por 2 vezes a segundos da classificação para as meias-finais. Quem esteve ligado à transmissão assistiu a 4 emocionantes lutas do português. Foto: FlashSport/ Copa Pódio

 

O português Pedro “Paquito” Ramalho estreou-se ontem na famosa e espetacular Copa Pódio. Depois de Nelton Pontes ter sido o primeiro estangeiro a subir ao pódio no último GP dos Pesados, foi a vez do faixa marrom da Focus Jiu-Jitsu demonstrar a sua qualidade entre os melhores dos melhores.

 

*Portugueses trazem 8 medalhas de Londres: http://jiujitsuportugal.com/2017/02/19/jiu-jitsu-portugues-destaca-se-em-londres-pound-for-pound-conquista-5-medalhas/

 

Num lago cheio de tubarões, o atleta portuense enfrentou um dos maiores favoritos à vitória final na sua primeira luta, o explosivo amazonense Diego Borges. Pedro deu muito boa conta de si, estando na frente do marcador por uma vantagem até aos segundos finais quando a luta voltou em pé e o manauara deu tudo o que tinha numa entrada de queda para tentar empatar, o que acabou por conseguir. Os comentadores referiram alguma falta de experiência de “Paquito”, mas foi sem dúvida uma decisão de arbitragem (uma de várias ao longo de todo o evento) que saiu à casa.

 

Na segunda luta foi a vez de enfrentar Renato Canuto, outro atleta com um jiu-jitsu muito explosivo. Pedro tinha contas para ajustar com o atleta da Zenit, acabando porém com um empate que o deixava com boas perspectivas para seguir em frente. Seguiu-se o faixa marrom da Soul Fighters Hugo Marques, que tentou de tudo para passar a guarda de “Paquito” que acabou por triunfar por uma vantagem (2×2 nos pontos). Na última rodada do grupo, Pedro enfrentou o norueguês Espen Mathisen, atleta com quem tem uma rivalidade e que recentemente enfrentou na final do Europeu.

 

“O nosso “Paquito” respondeu a todas as dúvidas que alguém pudesse ter sobre o seu estatuto e qualidade como um dos melhores do mundo. Se houvesse quem ainda não conhecesse aquelas pegadas do inferno e a sua reposição incansável, Pedro apresentou também qualidades de passador de guarda”

 

Também com contas a ajustar, o português teve oportunidade de demonstrar um jiu-jitsu mais completo do que o seu adversário, fazendo o que ninguém tinha feito até então, colocando a guarda de Espen em perigo real de ser passada e demonstrando que não é um atleta unidimensional. A ganhar por 3×1 em vantagens mesmo no final da luta, o norueguês atacou com tudo o que tinha e conseguiu não uma, mas pasme-se, duas vantagens, igualando assim o marcador e seguindo para as meias-finais, deixando o português do lado de fora. Apesar de ter demonstrado que os marinheiros portugueses têm a capacidade de comer vikings ao pequeno-almoço, foi impossível derrotar duas decisões pouco capazes dos homens do apito.

 

De resto, foi como sempre uma competição muito interessante e com elevado nível técnico. O jovem Isaque Bahiense, da Alliance, foi o grande vencedor, derrotando Mathisen numa final muito bem disputada. Embora se tenha deparado com alguns contratempos no card, a organização soube preencher as vagas com qualidade e mostra estar atenta aos atletas de futuro, Pedro Ramalho incluído. A nova equipa de arbitragem porém demonstrou estar um pouco longe da qualidade dos atletas, demorando a penalizar alguns por amarração e errando claramente nalgumas decisões, o que não era hábito com a equipa anterior.

 

O nosso “Paquito” respondeu a todas as dúvidas que alguém pudesse ter sobre o seu estatuto e qualidade como um dos melhores do mundo. Se houvesse quem ainda não conhecesse aquelas pegadas do inferno e a sua reposição incansável, Pedro apresentou também qualidades de passador de guarda muito interessantes. Olá Brasil, o “Paquito” chegou para ficar. No balanço, um evento com qualidade e com mais uma excelente prestação de um atleta lusitano.

 

Por Hugo Miranda