O JIU-JITSU SEM PRECONCEITOS INTERNOS, POR LUIZ DIAS

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A marca no rosto do Professor Luiz Dias é um sinal que os seus alunos dão o máximo em todos os treinos. Foto: Luiz Dias

 

 

O Jiu-Jitsu sem preconceitos internos*

 

No último artigo, escrevi sobre o preconceito que o Jiu-Jitsu sofre em alguns aspectos. No entanto, existem outros que acontecem dentro da nossa própria academia. Pensamentos errados, conceitos errados, algumas vezes, até afastando amigos. Você luta para finalizar, ganhar, submeter o oponente à sua finalização. Perder é o que todo lutador nunca deseja, creio eu. Ninguém dá os “três tapinhas” e fica feliz. Às vezes, certas derrotas tiram o sono, o pensamento volta para a cena da derrota, mas devemos saber separar o lado pessoal do esporte, da luta. Ter a cara marcada pode acontecer em qualquer treino, em qualquer luta, mas devemos entender que a nossa luta é um esporte de contato, logo, estamos muito propícios a ficarmos com marcas. O atrito do quimono na pele pode acontecer de maneira acidental.

 

Só tem essas marcas quem luta, e quando surgem essas marcas, principalmente na cara, não penso que foi proposital, que foi caso pensado ou feito intencionalmente por um amigo ao outro. Treinando duro, impondo sua posição pode fazer com que aconteçam essas marcas de guerra. Não é um caminho bom você pensar que isso foi intencional e que na próxima luta vai fazer o mesmo. Alguns até veem com certa “raiva” quando seu parceiro na academia de faixa abaixo vai lutando mais duro, buscando vencer. Por que encarar como falta de respeito? Não é esse o caminho? Não é o pensamento correto? Lutar para finalizar.

 

Nós também temos nossos preconceitos. Um faixa marrom não pode buscar a finalização em um atleta faixa preta? Se um marrom for finalizado por um roxa, deve levar como ofensa? Se um roxa tomar uma “blitz” de um azul, é pessoal o problema? Devemos ficar despojados desses sentimentos. Devemos é pensar o motivo pelo qual tomamos esses “atropelos”. Analisar os parâmetros e ver se o erro está em nós, na falta de treino, se desmerecemos o oponente, se lutamos sem foco ou era para ser isso mesmo.

 

*Brevemente todas as informações sobre as academias onde os mais pequenos podem começar a praticar Jiu-Jitsu! Se quer divulgar e destacar a sua academia no nosso site, contacte-nos através do email: comercial@jiujitsuportugal.com

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Na minha academia, muitas vezes é perceptível ver isso. Um atleta lutando com foco, garra e determinação, e o outro não entrou na luta, independentemente das faixas. Depois, fica aquela atmosfera de “rixa”, isso não é bom. A rivalidade tem de ser saudável, sem ser para o lado pessoal. Ali, na hora da luta, não são as faixas que lutam. São dois atletas e, por vezes, quem ganha é o que está com mais garra e disposição.

 

Gosto de treinar com meus alunos e ver que lutam comigo com respeito, mas vindo para o combate, com firmeza e disposição. Se ganhar, vejo com alegria, pois é sinal que, o que ensino, estão aprendendo, e luta dura não é grosseria. Agora, com o passar dos anos, você graduando e o meu aluno não aumentando meu grau de dificuldade na luta, percebo como uma falha minha nos meus ensinamentos. A evolução é constante, como o aprendizado também. Aeróbico, força e idade às vezes ajudam ou pesam. Então, por nossa parte como lutadores, vamos nos desligar de certos preconceitos. Vamos treinar, levar para o dojo respeito aos parceiros de treino, lealdade, honra e espírito de luta e de família.

 

Para mais informações sobre, acesse o meu Instagram pelo link https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Bons treinos e boa semana. Oss!

 

Luiz Dias, Líder da GAS JJ
www.geracaoartesuave.com.br
twitter: @gasjj

 

*Luiz Dias, escreve regularmente para a revista “Tatame” do Brasil e para o site JiuJitsuPortugal.com

 

Decidimos, manter o texto original.

 

*Para leres mais artigos de Luiz Dias na coluna ‘Verde & Amarelo’ clica no link: http://jiujitsuportugal.com/category/verde-amarelo-a-coluna-de-luiz-dias/