ENTREVISTA: LUIS SIMÕES, RESPONSÁVEL PELO PROJECTO JIU-JITSU DA ‘CASA DA FRUTA – NATIVE AÇAÍ’

 

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O Jiu-Jitsu português começa aos poucos a sair da escuridão e estar sob a luz dos holofotes mediáticos. Os bons resultados internacionais dos nossos atletas, a organização de eventos de dimensões consideráveis e uma nova imagem do praticante de Jiu-Jitsu que se afasta do ‘Bad-Boy’ de tempos recentes, está a atrair cada vez mais empresas que querem promover os seus produtos junto desta tribo, ainda que de forma tímida e por norma, ligadas ao meio. Uma destas empresas é a ‘Casa da Fruta – Native Açaí’.

 

Sendo uma das mais conhecidas marcas de açaí a operar em território nacional, a ‘Casa da Fruta – Native Açaí, tem apostado forte nos atletas, construindo um team de luxo (nomes como Nelton Pontes, Rafaela Rosa, Yasmira Pires ou Sérgio Vita, fazem parte da equipa) e no apoio a vários torneios de Jiu-Jitsu.

 

Segundo o responsável da Native Açaí pelo projecto de apoio ao Jiu-Jitsu nacional, Luis Simões, numa conversa com o nosso site, esta aposta é para continuar e novas parcerias irão surgir em breve.

 

 

JiuJitsuPortugal  – Luis, a Native Açaí apareceu em força como patrocinador de vários atletas de topo do nosso Jiu-Jitsu. Fala-nos da Native Açaí e como surgiu no mercado nacional.

 

Luis Simões – Um dos sócios da empresa viveu no Brasil uns anos e trabalhou no ramo de polpa de fruta. Quando regressou a Portugal, por relações que tinha com a Brasfrut (maior produtor do Brasil de polpa de fruta), acordaram em trazer a marca para a Europa. Foi um processo de mudar hábitos de consumo, mas ao fim de alguns anos, a Brasfrut é uma realidade em Portugal e dai chegarmos a Marca Native foi um pulo.

 

JJP – Quando começaram a trabalhar com Açaí?

 

LS - Na realidade, a nossa primeira importação foi em Maio de 1999. Na época, o Açaí apenas era conhecido na região norte do Brasil. Em Portugal foi uma aventura e o produto não vingou. Somente em 2007 é que o produto começou realmente a dar os primeiros passos em Portugal.

 

JJP – É verdade que produzem o Açaí em Portugal?

 

LS - Uma ligeira correção, não produzimos o Açaí em Portugal, apenas o formulamos.
Na realidade, todo o Açaí que é importado do Brasil é muito doce e tem muita água para além de não cumprirem na íntegra as regras Europeias de segurança alimentar e de rotulagem. Por esta razão, instalámos em Portugal uma indústria.

 

“Este ano vamos reforçar a nossa aposta no BJJ em Portugal onde já patrocinamos os atletas Nelton Pontes, Sérgio Vita, Yasmira Pires, Rafaela Rosa…queremos estar nas principais academias.”

 

JJP – A Native Açaí apoia vários atletas portugueses praticantes de Jiu-Jitsu. Como surgiu este vosso interesse no Jiu-Jitsu português?

 

LS –  O Jiu-Jitsu é cada vez mais uma modalidade em crescente e como tivemos muitas solicitações de várias academias, começamos a estudar a modalidade e a melhor forma de contribuir para além do crescimento, o melhor produto em relação á nutrição dos atletas. Sabendo que o desposto está cada vez mais exigente, para nós o importante é formular o melhor Açaí com toda a segurança alimentar e adaptar o mesmo às necessidades do mercado, nomeadamente do Jiu-Jitsu.

 

JJP – Esta aposta no Jiu-Jitsu é para continuar? Existem novas parcerias?

 

LS –  Este ano vamos reforçar a nossa aposta no BJJ em Portugal onde já patrocinamos os atletas Nelton Pontes, Sérgio Vita, Yasmira Pires, Rafaela Rosa…queremos estar nas principais academias. A vantagem de ter indústria é que é mais fácil desenvolver novos produtos e é isso que vai acontecer este ano. Vamos ter novas referências que vão surpreender o mercado.

 

JJP – A vossa ligação ao Jiu-Jitsu é uma aposta ganha em retorno ou ainda estão a ‘apalpar o terreno’?

 

LS – Embora ainda não se reflita em vendas, a aposta é ganha, até porque estamos a atingir o mercado do Jiu-Jitsu. Todas as pessoas estão a dar “crédito” á qualidade do nosso produto e continuamente estão a abrir-nos as portas. Será uma parceria crescente. Quanto mais a modalidade for crescendo, mais vamos crescer também.

 

JJP – Existe da vossa parte interesse em ter as academias de Jiu-Jitsu a vender Native Açaí?

 

LS - Todas as academias que se preocupem com a nutrição do seus atletas, vão querer ter Native Açaí. Temos uma estratégia para o produto se implantar nas mesmas. Vamos ter ações especificas para as academias e material de visibilidade, além de que contamos sempre com o apoio dos nossos embaixadores, referências da modalidade.

 

JJP – Qual vai ser o futuro de Açaí em Portugal e na Europa e a concorrência?

 

LS - Na realidade, a curto ou médio prazo, o Açaí não vai ter o consumo per capita que acontece no Brasil. Há um longo caminho a percorrer e para isso acontecer, é interessante que apareça concorrência de forma saudável para ajudar a fazer o conceito e na divulgação das propriedades únicas deste fruto. Uma coisa é certa, pretendemos estar na frente dos outros!

 

À partida, temos uma grande vantagem, pela proximidade com o mercado, somos mais ágeis e, por opção, temos sempre uma maior incorporação do fruto nas nossas formulações. Basta provar e sente-se logo a diferença!

 

JJP – Que mensagem tem para os atletas do Jiu-Jitsu?

 

LS - OSS!!! Vamos com Tudo!

 

Por Paulo Santos