FRAMBOESA – O RASPBERRY BRASILEIRO, POR ADRIANA GRACIE

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A Framboesa também chamada de Raspberry, possui substâncias com poder medicinal, tem mercado crescente e ainda é pouco cultivada no Brasil. Planta de frutos exigentes, seu ideal climático são os dias longos e pouco quentes próprios do verão das regiões mais próximas do Pólo Ártico.

 

Há-de se surpreender, entretanto, aquele que percorrer os campos da região Sul do Brasil e mesmo certas partes do interior paulista. Ali se encontra, sem muita dificuldade, plantações significativas do pequeno arbusto, com seu metro e meio carregado dessas frutinhas avermelhadas e arredondadas que são as framboesas, cada uma composta por cerca de 80 pequenos gomos.

 

Se a produção brasileira não é, de fato, significativa no quadro mundial, raramente dá prejuízo a seus dedicados produtores. Dedicados porque a planta assim o exige: em determinadas épocas, é preciso colher as framboesas até duas vezes ao dia, cautelosamente embalá-las e enviá-las imediatamente para a venda em feiras e supermercados. Uma alternativa é processá-las, o que deve ser feito também logo após a colheita, transformando-as em algum de seus subprodutos deliciosos e mais duradouros, como polpas ou geleias. Uma terceira opção, ainda, é o congelamento das framboesas, pois assim resistem mais. Todavia, não se iludam produtores e consumidores de framboesas, pois dessa forma, ela perderá parte do sabor e do encanto naturais.

 

A Escócia é seu principal produtor e exportador. Nesse país, até o calendário escolar pode girar em torno da framboesa: em algumas cidades, segundo Jane Grigson, as férias escolares são programadas para coincidir com a colheita da framboesa, concedendo às crianças o grande prazer de colhe-las antes dos passarinhos e de esmagá-las com a língua contra o céu da boca.

 

A Framboesa é rica em pectina e quercetina . Possui fibras e vitaminas A, B1, B5 e C. Sais minerais: Cálcio, Ferro e Fósforo. Ajuda a prevenir o cancro do esófago. Esse poder anticancerígeno está em dois polifenóis da sua camada externa, o ácido elágico e as antocianinas. A framboesa é refrescante, diurética, laxante e combate as afecções do fígado e da vesícula biliar. O conteúdo de vitamina C aumenta a absorção de ferro, embora isso possa ser desequilibrado pelo ácido oxálico presente na framboesa, que se liga a esse mineral.

 

As sementes da framboesa fornecem fibras insolúveis, que ajudam a prevenir a prisão de ventre. A fruta também é rica em pectina, uma forma de fibra solúvel que contribui para controlar os níveis de colesterol no sangue. Além disso, as framboesas contêm antocianinas, um pigmento antioxidante vegetal que pode ajudar a prevenir doenças cardíacas e cancro, assim como o ácido elágico, outra substância que combate o cancro. O cozedura não destrói o ácido elágico.

 

A framboesa deteriora-se mais rapidamente do que outras frutas silvestres devido à sua estrutura delicada e seu interior oco. Uma vez colhida, a framboesa deve ser consumida quanto antes. Caso congelada, conserva-se por até um ano. As framboesas cultivadas podem ser encontradas o ano todo em lojas especializadas, e durante sua época, em muitos supermercados. Antes de comprar framboesas, verifique se todas e não apenas as da parte de cima, estão em boas condições. Mesmo assim, mofam rapidamente e devem ser consumidas em 24 horas.

 

Frutas silvestres muitas vezes provocam reacções alérgicas, e as framboesas não fogem à regra. Pessoas sensíveis à aspirina podem também apresentar reacções às framboesas, pois contêm um salicilato natural, similar ao principal ingrediente da aspirina. O ácido oxálico pode precipitar pedras nos rins ou na bexiga em pessoas susceptíveis. Mas seria necessária uma grande quantidade de framboesas para desencadear tais problemas.

 

As framboesas pretas podem ajudar a prevenir o câncer do intestino, revelou pesquisa publicada no jornal Cancer Prevention and Research. Estudos já haviam indicado que a fruta, nativa dos Estados Unidos, tem propriedades antioxidantes e de combate ao cancro. Segundo o jornal inglês Daily Mail, os cientistas da Universidade de Illinois, em Chicago, Estados Unidos, descobriram que uma versão da fruta liofilizada poderia reduzir o número de tumores em uma linhagem de ratos propensos à doença em 60%. A incidência de tumores do intestino foi cortado em 45%.No estudo, a fruta inibiu o desenvolvimento do tumor através da supressão de uma proteína chamada beta-catenina. A incidência do tumor e os números foram reduzidos em 50% em outra linhagem de rato vulneráveis à colite, uma inflamação do intestino grosso que pode contribuir para o cancro do intestino.

 

A framboesa preta é um produto natural, muito poderoso, e de fácil acesso”, disse o líder do estudo Wancai Yang. As linhagens de camundongos foram alimentadas com uma dieta ocidental, rica em gordura, ou com a mesma dieta adicionada com 10% de fruta liofilizada por 12 semanas. Os cientistas notaram grandes efeitos de protecção no intestino dos ratos que receberam o suplemento.

 

As Antocianinas, um antioxidante encontrado na framboesa, reduzir o risco de doenças cardíacas e ajudar a manter os vasos sanguíneos através da estabilização das paredes capilares, segundo a nutricionista Marilyn Sterling. De acordo com um estudo realizado pela Harvard School of Public Health, as antocianinas encontrados em bagas também têm um efeito neuroprotetor, o que significa que o consumo do suco da framboesa pode ser uma maneira natural e saudável para reduzir o seu risco de desenvolver a doença de Parkinson. O Instituto Nacional do Cancro americano também sugere que os antioxidantes podem retardar ou possivelmente prevenir o desenvolvimento do cancro.

 

Homens e mulheres que comem regularmente framboesas podem reduzir seu risco de desenvolver a doença de Parkinson, de acordo com um estudo da Harvard School of Public Health (HSPH). Os pesquisadores, liderados por Xiang Gao, cientista de pesquisa no Departamento de Nutrição da HSPH, acreditam que o alto teor de flavonóides em framboesas, podem ajudar a afastar a doença. Os participantes do estudo que consumiram a maioria dos flavonóides tiveram 40% menos probabilidade de desenvolver Parkinson.

 

“Este é o primeiro estudo em seres humanos para examinar a associação entre flavonóides e risco de desenvolver a doença de Parkinson”, disse Gao em um comunicado de imprensa emitido pela American Academy of Neurology.
“Nossas descobertas sugerem que os flavonóides, especificamente um grupo chamado antocianinas, pode ter efeitos neuroprotetores. Se confirmado, os flavonóides podem ser uma maneira natural e saudável para reduzir o seu risco de desenvolver a doença de Parkinson. ” O estudo foi apresentado na Academia Americana de Neurologia da reunião anual em Abril de 2011.

 

Fontes:

http://www.redrazz.org/health/resea…

National Cancer Institute: Antioxidants and Cancer Prevention

http://www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/risk/diet/antioxidants-fact-sheet

Harvard School of Public Health: Eating Berries May Protect Against Parkinson’s Disease

http://www.hsph.harvard.edu/news/hsph-in-the-news/parkinsons-disease-berries-gao/

 

Adriana Gracie

Professora de Educação Fisica,

Estudante do Curso de Pos-Graduacao da U.G.F

Colunista da Revista Gracie Magazine e Orientadora Nutricional

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