BUFFALO COMBAT, DO NASCIMENTO EM PORTUGAL ATÉ À PRODUÇÃO PARA A CARLSON GRACIE

Buffalo Combat Wear (JiuJitsuPortugal.com)

A marca que vai conquistando o Jiu-Jitsu luso, que aposta nos atletas nacionais e que procura agora a internacionalização aliando-se a uma das mais míticas equipas de sempre: a Carlson Gracie.

 

Optimismo, visão, iniciativa, persistência, resiliência, tolerância ao risco. São poucos os adjectivos para descrever o projecto Buffalo Combat Wear.

António e Claudio transformaram por completo o mercado do fightwear em Portugal. Em apenas alguns meses, revolucionaram a forma de comunicar uma marca, com uma estratégia acente em investir em promissores valores do Jiu-Jitsu nacional, mas também através de uma série de entrevistas com os principais nomes do Jiu-Jitsu em Portugal.

Com uma visão global do negócio, dão acontinuidade à aposta em Portugal alargando o apoio da marca Buffalo Combat Wear a outros desportos.

Com uma imagem cuidada, corajosos e atentos às melhores oportunidades, navegam num lago carregado de grandes tubarões, mas de onde se destacam pela coragem de apostarem num mercado com a dimensão do português. Só por isso já merecem a aposta da tribo do Jiu-Jitsu (ao adquirir produtos da marca, gera-se um retorno ao Jiu-Jitsu nacional, através de mais apoios a atletas e investimento no nosso mercado).

Quisemos perceber então, o que leva dois jovens empresários a investir e a construir a sua base num mercado novo e de dimensões pequenas como o nosso, se comparado com outros países da Europa.

JiuJitsuPortugal – Como é que surgiu a Buffalo Combat Wear?
Antonio Araujo Jr - Começamos a desenvolver uns kimonos para a academia onde treino; vimos a força de vendas e num breve estudo, notamos a dificuldade das pessoas em adquirirem kimonos de qualidade a preços acessíveis. A partir daí desenvolvemos a marca.

JJP – Apesar de Portugal ser um mercado pequeno, a Buffalo começou por cá. Porquê?
Claudio Sturges - Pequeno se comparado ao Brasil ou EUA, mas é um mercado em plena ascensão quando o assunto é Jiu-Jitsu. É um mercado pouco explorado e quem está, trabalha apenas o lado comercial, não vem agregando em nada para o Jiu-Jitsu português. Desde o início sempre pensamos em fazer algo para fomentar o desporto por aqui e em parte acredito que o resultado se vê por isso. Fomos abraçados pela comunidade do Jiu-Jitsu aqui em Portugal, pois entenderam a nossa forma de actuar.

JJP – Os resultados são os esperados?
Antonio Araujo Jr – São! Na verdade até além. Não esperávamos ser tão bem recebido pelas academias e professores. Inclusive, refizemos as metas e vamos ser mais agressivos neste segundo semestre.

JJP – Nelton Pontes e Euclides Castro são dois dos mais vitoriosos atletas portugueses. Ambos são patrocinados pela Buffalo. Sorte ou visão?
Claudio Sturges - Acho que um pouco de cada e acrescentaria um terceiro factor, que é a oportunidade. Pelo facto das empresas que atuam hoje em Portugal estarem visando apenas o lado comercial, deixam lacunas como esses dois fenómenos. Patrocinar o campeão mundial, todos querem, mas apostar e chegar junto quando o atleta mais precisa, acho que são poucos que fazem. Além de apoiar com material, buscamos dar uma assessoria de uma forma mais ampla. Entendemos que os outros que apoiam os nossos atletas devem ser valorizados também, pois isso ajuda a solidificar o mercado e valorizamos essas iniciativas.

JJP – Na vossa opinião, qual é o potencial do mercado do Jiu-Jitsu em Portugal?
Antonio Araujo Jr - O potencial é fantástico. Acho que hoje podemos dizer hoje que temos um mercado. E está em crescimento. Devido aos feitos recentes do Nelton e às boas participações dos atletas portugueses em geral, temos conquistado um espaço interessante na media. Pode ser muito maior. Acho que os meios de comunicação podem olhar com mais carinho para o Jiu-Jitsu, pois tem um público carente e consumidor. E isso por sua vez atrai mais investimento das empresas maiores. O que acontece no Europeu aqui, é loucura e deveria ter uma atenção maior e além de tudo é muito bom ver que a imagem do desporto está limpa e hoje temos atletas crianças, mulheres e isso só favorece o Jiu-Jitsu em Portugal.

Temos que consolidar a nossa posição aqui em Portugal, olhar com mais atenção ao norte de Portugal onde temos pouca actuação e aumentar a nossa participação no mercado de uma forma geral. Temos algumas acções para a marca, como a 1ª Copa Buffalo de Jiu-Jitsu

JJP – A Buffalo vai continuar a apostar nos atletas portugueses?
Claudio Sturges - Vamos! Aqui é a nossa casa!

JJP – O que procuram num atleta para ser vosso patrocinado?
Antonio Araujo Jr - Acho que com o trabalho que estamos fazendo aqui, elevamos o patamar no apoio aos atletas. Hoje os atletas querem ver o trabalho deles divulgado e estamos a ajudar a mostrar o trabalho dos mesmos. Estamos atentos, tem muita gente boa treinando e competindo hoje em Portugal. Procuramos atletas que se identifiquem e representem a marca. O resultado num campeonato, é fruto do trabalho diário nos treinos. Procuramos atletas que estejam comprometidos com o desporto. É isso que procuramos.

JJP – Vão entrar no Rugby, com um patrocínio ao Frederico Melim que também pratica Jiu-Jitsu. Porquê esta aposta num mercado tão diferente do Jiu-Jitsu?
Claudio Sturges - Temos estudado o mercado e identificamos uma oportunidade. O Melim, tem-nos ajudado bastante nesse sentido. O rugby assim como o Jiu-Jitsu tem crescido e hoje tem muito mais espaço nos media, que o Jiu-jitsu. Já tem um mercado mais consolidado e também tem as suas lacunas.

JJP – A internacionalização da marca é o próximo passo?
Antonio Araujo Jr - Já está em curso. Fechamos uma parceria com a Carlson Gracie e vamos produzir e distribuir os kimonos da Carlson Gracie em toda Europa. Isso vai dar-nos uma maior visibilidade e vamos expandir. Temos um atleta no Brasil, o Yuri Nogueira que vai ser nossa porta de entrada no mercado brasileiro e fechamos um ponto de venda na Califórnia. Acho que já é um começo. Vamos ver os resultados dessas acções e avaliar.

JJP – Planos para o futuro?
Claudio Sturges - Temos que consolidar a nossa posição aqui em Portugal, olhar com mais atenção ao norte de Portugal onde temos pouca actuação e aumentar a nossa participação no mercado de uma forma geral. Temos algumas acções para a marca, como a 1ª Copa Buffalo de Jiu-Jitsu e queremos trazer uns nomes de peso para uns seminários. Acho que os praticantes do Jiu-Jitsu em Portugal, precisam de conhecer uns nomes que realmente fizeram o Jiu-Jitsu ser o que é. Temos umas ideias e em breve teremos algumas novidades.

JJP – No geral, os atletas fazem o trabalho de casa, isto é, sabem promover-se junto dos media?
Antonio Araujo Jr - Isso é um assunto delicado. Acho que deve ser difícil para a pessoa migrar de “pessoa comum” para atleta ou figura pública. Muitas vezes assuntos pessoais interferem na imagem do atleta. O que propomos quando apoiamos o atleta é ajudá-lo nesses assuntos.

  • luis

    como posso comprar