SEMINÁRIOS NO ESTRANGEIRO ORIENTADOS PELOS NOSSOS PROFESSORES

A Voz da Tribo (JiuJitsuPortugal.com)

Francisco Maya, Sérgio Vita e João Santos são embaixadores do nosso Jiu-Jitsu no mundo.

 

Todos sabemos que o Jiu-Jitsu é mais que uma Arte Marcial. As novas amizades que se fazem, com atletas de outras equipas de Portugal ou de outros pontos do globo, são uma das principais características da Arte Suave. E os seminários, são uma das formas de se criarem e desenvolverem essas novas amizades. Mas são também trabalho complementar para os professores, que vêm nestes uma fonte extra de rendimentos e uma divulgação do seu nome dentro ou fora das nossas fronteiras. Depois de um Janeiro em fomos visitados pela elite do Jiu-Jitsu mundial, devido ao Europeu de Lisboa que aproveitou para passar conhecimentos e criar novos laços de amizade em seminários quase diários, ficamos curiosos: quissemos então saber como se vende um seminário a partir de Portugal.

Para tal, contámos com a experiência internacional nesta área específica do Jiu-Jitsu, com três dos nossos mais viajados professores.

 

1) Quais os países onde orientaste seminários?

2) Como foi a experiência?

3) És da opinião que temos potencial para vender o nosso Jiu-Jitsu?

 

Francisco Maya (Carlson Gracie Portugal)

1) Algumas cidades do Brasil, Polónia e agora em Chicago.

2) É sempre legal de um modo geral e o bom é que o Jiu-Jitsu tem uma capacidade de aproximação muito forte; aquela diferença cultural que existe muitas vezes acaba por me passar ao lado.

3) Claro! Temos excelentes atletas de varias academias e de diversos pesos, para não falar da qualidade dos nossos professores cá em Portugal.

 

 

 

Sérgio Vita (Vita Team/ Icon Jiu-Jitsu)

1) Inglaterra, França, Suíça, Espanha, Brasil, Namíbia, Bélgica, Roménia, Bulgária e Dubai. No próximo mês volto à Roménia e em breve Tunísia, Argélia, Hong Kong e Nova Zelândia; também pretendo ir a Angola este ano. Ao estar nestes lugares juntamos o útil ao agradável, pois vamos em trabalho e acabamos por conhecer lugares e pessoas maravilhosas.

2) A experiência é sempre enriquecedora seja na primeira ou quantas vezes retornares ao país e tento sempre ensinar as técnicas, expressões e tudo em português o que é bem aceite pelo público.

3) Claro! Penso que a proximidade Brasil e Portugal ajuda o nosso Jiu-Jitsu. O Jiu-Jitsu de Portugal é bem visto na Europa. Todos os lugares a que vou, as pessoas têm sempre uma boa impressão dos lutadores oriundos de Portugal e temos visto vários professores de Portugal a expandir as escolas ou simplesmente orientando seminários em vários países! Portugal tem potencial!

 

João Santos (Gracie Lisboa)

1) Reino Unido várias vezes, entre Londres e Norfolk. O primeiro seminário que lá dei ainda era cinto azul, em 2002. Também estive na Suiça. Em inglaterra orientei também seminários sobre shiatsu para praticantes de artes marciais

2) Muito positiva! Em 2002 e 2003 dei aulas num dos melhores colégios de Inglaterra, onde estavam os filhos da realeza do país, filhos dos árabes e sheiks do petróleo e filhos dos financeiros da City.

3) Sim, mas ainda nos falta percorrer muito caminho. Constacto que em Portugal muita gente tem-se a si mesma em elevada conta, mas na realidade somos apenas grandes no nosso pequeno aquário. A realidade mais abrangente e o contacto que tenho com a mesma faz-me ver que precisamos pensar mais no futuro, menos no imediato e sim na propaganda para autopromoção na nossa terra.