JIU-JITSU DE CAUSAS

O Francisco precisa de ti (JiuJitsuPortugal.com)

O conhecido espírito de equipa do Jiu-Jitsu, focado também na acção social e solidária.

 

“Solidariedade é um acto de bondade para com o próximo ou um sentimento, uma união de simpatias, interesses ou propósitos entre os membros de um grupo.”

Na nossa vida existem momentos determinantes em que nós, e apenas nós, definimos a pessoa em que nos vamos tornar. A solidariedade é uma qualidade que dignifica o ser humano. É um sentimento que envolve e constrói possibilidades transformadoras. É um laço recíproco entre as pessoas, entre grupos humanos e comunidades. E por comunidade entende-se a do Jiu-Jitsu português. Numa época em que o estado-social falha, resta a união, imaginação e esforço do indivíduo colectivo, que se substitui ao sistema. No sistema em que vivemos e a que estamos submetidos, baseado na desigualdade, na cultura do “Eu” e no sucesso individual, vimos o Jiu-Jitsu a mostrar à sociedade civil que tanto o perseguiu, o espírito de equipa que caracteriza a Arte Suave.

Estando nós habituados á já tradicional troca de alimentos por bilhetes para campeonatos, temos acompanhado agora nas redes sociais, a várias acções por parte de professores e equipas de Jiu-Jitsu que de norte a sul têm criado eventos de angariação de fundos para partilha com o próximo. Muitos mais, são os que de forma anónima contribuem também num esforço solidário colectivo sem precedentes, no Jiu-Jitsu nacional. São campeonatos, sorteios de kimonos, recolhas nas academias e milhares de donativos anónimos, que irão continuar a alimentar a esperança de quem mais dela precisa. Sem equipas e sem rivalidades, juntos num mesmo objectivo.

Temos assim, um Jiu-Jitsu de acção social em prol da comunidade, pois dentro das academias aprende-se mais que técnicas de luta. E acima de tudo, seguindo a mesma linha condutora da postura dentro dos tatames, não se usa o “sentimento de culpa” como instrumento de marketing para atingir objectivos, isto é, angariar fundos. A imagem que se passa é a de “vamos à luta, que é possível”!

Fica o desafio, para que esta mesma comunidade pense e desenvolva mecanismos para que se possa no futuro e quando assim for necessário, mobilizar-se rapidamente na angariação de bens ou fundos. Porque uma comunidade que não partilha, não é comunitária. E nós somos a Família do Jiu-Jitsu! - PS