Feliz 2014 para o Jiu-Jitsu português

Daniel Riou e Diogo Valença (JiuJitsuPortugal.com)

Academias e FPJJB unidos no desenvolvimento do Jiu-Jitsu.

 

Feliz 2014

No início de 2014, apetece dizer, em tom optimista, que não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe, sublinhando esta última sentença como a mais adequada à esperança que renasce sempre que entramos num Ano Novo. Se olharmos retrospectivamente para 2013 temos de sublinhar, que no Jiu-Jitsu português, existem sinais muito positivos, ao contrário da economia nacional. Se o ano de 2014 conseguir consolidar estas tendências, então talvez possamos provar que realmente o Jiu-Jitsu é o desporto do século e a crise não vai pisar o nosso tatame nos próximos 12 meses.

Se por um lado as inúmeras academias novas que surgiram, a renovação das pioneiras, os muitos eventos de norte a sul, os dois eventos internacionais da IBJJF realizados em Portugal, as marcas nacionais de fitgwear , o Jiu-Jitsu a sair dos tatames e a ser dado a conhecer ao grande público através da televisão, jornais, entre outros são motivos que nos levam a ser optimistas quanto ao futuro, por outro, a crise que nos atingiu e sufoca, como se fosse um mata-leão encaixado pelo Ricardo Arona e a muita emigração jovem, que deixa o país e os tatames sem uma base de renovação geracional, faz-nos questionar como vai ser o futuro.

No entanto, acreditamos que o Jiu-Jitsu irá em 2014 afirmar-se de vez em Portugal, como um verdadeiro estilo de vida. As quase diárias informações que nos chegam sobre os muitos eventos e acções que envolvem a Arte Suave (até outras artes estão interessadas em incluir a nossa nos seus festivais), a consciência por parte dos professores que gerem as suas academias como Empresas, toda uma preocupação com o marketing e comunicação, parcerias estratégicas com outras áreas de negócio, a colagem ao desporto da moda, o surf e a cada vez mais visível presença de mulheres e crianças nos tatames, irá catapultar o Jiu-Jitsu de vez para o conhecimento geral e desmistificar a ligação com o vale-tudo. Também a FPJJB, tem um papel muito importante, na descentralização dos campeonatos de Jiu-Jitsu e na profissionalização do mesmo.

De salientar a importância neste caminho de crescimento, das muitas academias e filiais novas que abrem fora das duas grandes cidades nacionais, seja no interior, litoral ou nas ilhas. Estes professores, deveriam ser convidados para os encontros de empresários, como exemplos positivos, de visão, empreendedorismo e de quem arrisca. Num país educado a procurar empregos para a vida e onde tudo se resume a Lisboa e Porto, vem o nosso desporto mais uma vez dar o contributo à sociedade, criando riqueza em territórios desertificados.

O potencial desportivo, social e económico do Jiu-Jitsu é enorme: desde o bem-estar físico e emocional dos praticantes, como terapia comportamental e agente económico.
Portugal, o país do sol e da segurança, da boa e barata comida, do povo hospitaleiro e comunicativo, pioneiro no surf e no Jiu-Jitsu, tem muito para oferecer aos nossos vizinhos europeus. E por uma ligação cultural, de língua e em muitos casos familiar, aos nossos irmãos brasileiros, que são os estrangeiros que mais crescem no nosso turismo. As oportunidades estão aí.
Por isto e por muito mais, iremos ter em 2014, mais um ano de crescimento e divulgação da Arte Suave em Portugal. É necessária uma maior articulação entre agentes e de criar uma estratégia de futuro? Sem dúvida. Mas esta análise, fica para a próxima! - PS

PS: uma palavra de incentivo e de boa sorte a todos os atletas que irão competir no próximo European Jiu-Jitsu Open da IBJJF. Levem a bandeira das quinas; Portugal não é um país só de futebol e irão gostar de a mostrar quando subirem ao pódio para receber a medalha!

  • José Rocha

    Querer desmistificar a ligação com o Vale-tudo é esquecer as origens do Jiu Jitsu! Quer se goste ou não o Jiu Jitsu estará eternamente ligado ao Vale-tudo (agora MMA), e mais importante do que desmistificar é sim distinguir!

    Por outro lado também acho muito bem a ideia de descentralizar os campeonatos e espalhá-los por todo o pais, pois o Jiu Jitsu é de todos e não apenas de Lisboa!