Circuito nacional de Jiu-Jitsu para 2014

Circuito nacional de Jiu-Jitsu (JiuJitsuPortugal.com)

Os campeonatos de Jiu-Jitsu são uma realidade de norte a sul.

 

Muito se tem falado sobre a concentração em Lisboa dos campeonatos de Jiu-Jitsu organizados pela FPJJB. E concordamos com os muitos, que dizem que para o crescimento e desenvolvimento da modalidade, é imprescindível que se realizem eventos também a norte e a sul de Portugal.

O objecto social da FPJJB, “é o desenvolvimento da actividade desportiva do Jiu-Jitsu Brasileiro em Portugal, incluindo a organização de eventos desportivos tais como campeonatos nacionais e internacionais no âmbito do território nacional”. E o território nacional é mais do que apenas Lisboa.

Compreendemos que as dificuldades de logística, como o transporte e montagem de toda e estrutura, o alojamento dos elementos da organização e os custos financeiros inerentes, sejam elevados. Mas teremos que encontrar uma solução (FPJJB e responsáveis pelas equipas).

Se queremos eventos com forte sponsorização, que suporte toda a mudança e transporte da logística, precisamos de uma organização profissional; não estamos a falar de um “churrasco, em que uns levam a picanha e outros o tatame”. Uma prova bem organizada e estruturada necessita de bem mais que boa vontade. E os sponsors, são cada vez mais, exigentes no retorno do investimento feito. É a Troika de mão dada com a crise.

Uma das formas de divulgar o Jiu-Jitsu é através dos campeonatos. A visibilidade é grande se acompanhada com um bom trabalho de relações públicas e de comunicação. Compete à FPJJB, negociar com um sponsor nacional que apoie todo o circuito, mas terão que existir associações regionais criadas pelas academias, que tratem dos sponsors locais: hoteis, restauração, autarquias, turismo e empresas que queiram estar associadas a um lifestyle jovem e saudável.

Quanto aos atletas, o custo de um carro com 5 ocupantes que faça a viagem Porto ou Algarve para Lisboa, é igual ao custo da viagem Lisboa para o Algarve ou Porto. E algumas das soluções para a comparência dos atletas em todas as provas, serão entre outras, criar um circuito com três provas, pontuadas individualmente, em que o campeão nacional será aquele que mais pontos somar nas três. Outra solução, passa por um prize-money que permita ao vencedor suportar todas as despesas da deslocação.

E se temos um evento Open no calendário, este deve ser realizado no Porto, captando mais inscrições a norte, nomeadamente de atletas da Galiza. Com a certeza que os nossos colegas Galegos comparecem, pois no 1º Torneio Luso-Galaico de Jiu-Jitsu, evento organizado este ano em Aveiro com o apoio da FPJJB, estiveram quase tantos galegos como portugueses. E de entre os portugueses, muito poucos do norte, reflexo de clubites vincadas, que serão uma das condicionantes da aposta em organizar eventos fora de Lisboa, por parte da FPJJB. O hábito de se deitar as “culpas” sempre na nossa federação é o caminho mais fácil para ficar tudo na mesma e de continuar a apostar na fórmula actual.

Com um circuito de Jiu-Jitsu por pontos e com um bom prize-money, o sucesso da deslocalização de toda a estrutura é garantido.

Acreditamos que com um circuito sólido no continente, se possa no futuro realizar eventos nos arquipélagos. Até lá, terão que ser os insulares a nomearem através de eventos internos os seus representantes para o circuito nacional. E aqui o turismo regional e as autarquias, têm que ser o principal parceiro dos atletas e das equipas das nossas ilhas, pois não vai ser com o prize-money que vão suportar todas as despesas. - PS

  • Pedro

    Quem disse que precisamos de mais campeonatos? Os que existem já chegam, já é muito difícil ir a todos. Ainda querem dispersar mais os atletas?

    Campeonatos como os que houveram no norte este ano, esqueçam. Sim, fui a todos. Campeonatos onde os pesos não se regem pelos oficiais, campeonatos onde alguns atletas pesam e outros não, campeonatos com tatames sem medidas oficiais, campeonatos onde o tatame é pior que o chão da minha garagem, campeonatos onde a arbitragem é de rir, campeonatos onde acabam as medalhas… não, obrigado.

    Antes de divagarem de forma intelectualmente incoerente coloquem a mão na consciência e já agora os pés na terra.

    • administrador

      E que tal acabar com os frios hospitais de Bragança, as quentes salas de aula das escolas do Algarve e os ventosos aeroportos das nossas ilhas? Já agora acabamos também com o Jiu-Jitsu e voltamos ao tempo dos 3 “F” e vá lá, do hoquei em patins. Só não falha quem não faz. Cumprimentos.

    • ricardo

      Caro Pedro, Não querendo alimentar polémicas

      Roma e … não se fez num dia. A ideia será trabalhar em conjunto, ajudando-nos mutuamente e criar condições para melhorar sempre o BJJ nacional.
      Todos erram, muitos criticam mas poucos fazem…..
      Os nossos parabéns a quem tenta fazer…

      Acredita, que nos próximos campeonatos em que a nossa escola intervenha iremos melhorar, espero que tu tb. Porque a melhoria continua é uma meta para nós.

      Com o devido respeito, Oss
      rv http://www.coimbramma.com

  • piri

    O jiu-jitsu está-se a tornar um desporto elitista, onde só quem tem dinheiro é que pode competir. É muito caro competir, fui lutar o open, e entre pagamento da inscrição ,alojamento e alimentação gastei mais de 100€. Agora imaginem um Europeu em que a inscrição ronda os 100€. Concordo plenamente com a descentralização do jiu-jitsu, tudo se passa em Lisboa. A qualidade crescente das equipas dos outros pontos do pais merecem essa descentralização. Fazer 300km , lutar e voltar a fazer outros 300km para voltar a casa, é violentíssimo, já para não falar na luta desigual com os atletas de Lisboa, que dormem descansados nas suas casas e se apresentam mais frescos no dia da luta. Ossssssss

  • Moliceiro Voador

    Concordo em pleno com o que dizem mas:
    – iniciativa não é semelhante a sucesso;
    – projeto nao é semelhante a sucesso;
    – vontade não é semelhante a sucesso;
    Tudo junto aliado à vontade de treinar, combater e unir-se com outros atletas isso sim É sucesso para o JIUJITSU PORTUGUES, mesmo com as dificuladade economicas para todos.
    Não combato por opção (familiar e profissional) mas treino com as dificuldades que tenho chegando muitas vezes a casa à meia noite para acordar A`s 5h manha para trabalhar novamente.
    Há possibilidades de com tempo de entecedencia programar locais com acessibilidades excelente por ex. Coimbra (bom para pessoal porto, aveiro, viseu, santarem e do oeste (obidos, marinha grande, etc), no que toca a alojamentos poderia-se fazer protocolos com várias entidades com preços acessiveis para quem combatia.
    Eu alojei um amigo para combater em aveiro vindo de Viana do Castelo, podendo este intercambio promovido também pela federação com desconto na inscrição para combater por exemplo.
    Vejo provas no porto, aveiro, viseu logo o centro e norte está a ficar forte.
    OPINIÃO: federação analise o mapa nacional e geograficamente faça as provas, promova em locais com poucos alojamentos desconto para quem alberga atletas no caso de quem pode e quer combater sem gastar dinheiro, dialogar/protocolos com ginasios e academias para alojarem atletas na noite anterior aos combates, fazendo-lhes publicidade gratuita também… etc.